O Parque Ecológico da Nganja, no município do Bailundo, província do Huambo, acolheu ontem, 30 de Agosto, pela primeira vez, uma exposição artística, denominada “Ecos da Criatividade”. Uma iniciativa que levou ao público o resultado de uma semana de actividades artísticas desenvolvidas por crianças e adolescentes daquela parcela do Huambo
A mostra reúne trabalhos produzidos durante uma residência artística do artista plástico Zazul Ngola, proveniente do Cuanza-Sul, com a participação da comunidade local. Além de apresentar quadros e objectos reciclados, a exposição representou um momento inédito para o Parque Ecológico da Nganja.
Segundo o coordenador do Par que Ecológico da Nganja, Tavares Chimbili, já foram realizadas outras oficinas de arte no parque, mas esta foi a primeira vez que os trabalhos resultantes de uma dessas actividades foram apresentados nu ma exposição. “Não é a primeira vez que temos oficinas de arte, mas será a primeira que teremos exposição”, explicou Tavares Chimbili.
As actividades foram desenvolvi das em duas vertentes principais. A primeira esteve ligada ao entendimento das cores, às combinações e ao desenho, proporcionando aos participantes conhecimentos básicos para a criação de obras visuais.
A segunda vertente esteve voltada para a arte ecológica, que demonstrou que objectos considerados sem utilidade ou destinados ao lixo podem ganhar uma nova vida quando são vistos a partir de uma perspectiva artística.
Segundo a fonte, durante as oficinas, os participantes utilizaram materiais reciclados para criar diferentes peças, uma abordagem que associou a expressão artística à preocupação com o meio ambiente.
A proposta, segundo a organização, foi mostrar que a criatividade pode transformar aquilo que normalmente seria descartado em algo com valor artístico e educativo. Na vertente de arte sustentável, Zazul Ngola procurou transmitir aos participantes que muitos dos objectos que diariamente são deita dos fora podem ser reaproveitados. Além das oficinas realizadas no Parque Ecológico da Nganja, a passagem de Zazul Ngola pelo Bailun do também deixou uma marca artística no museu a céu aberto da Ombala Grande do Chilume.
O espaço recebeu um toque de cor e criatividade, numa intervenção que procurou valorizar artisticamente o património existente e tornar o ambiente ainda mais atractivo para os visitantes. A experiência permitiu, assim, aproximar a comunidade de uma visão diferente sobre os resíduos, de forma a mostrar que a reutilização pode ser também uma oportunidade para criar, ensinar e comunicar.



