O músico Moniz de Almeida é o cabeça de cartaz do projecto Domingos à Nossa Maneira a ser realizado, amanhã, no espaço cultural Prova d’Art Miramar, em Luanda, numa edição em que vai partilhar o palco com a Banda Harmonia 7.
A direcção artística do projecto optou pela voz de “Morainha”, depois da participação do artista no Caldo do Poeira, no Lubango, numa produção conjunta entre a Rádio Nacional de Angola, Prova d’Art Miramar e Showas Produções.
“Para encerrar a programação de Agosto, a presença de Moniz de Almeida ficou reforçada depois da actuação protagonizada aqui no Lubango, por isto, queremos levar mais uma vez esta energia ao nosso palco”, justificou Xakimona Agostinho.
A Banda Harmonia 7, sendo uma formação com integrantes da Banda Movimento, torna mais fácil o entrosamento no acompanhamento. A mesma vai apresentar um repertório no qual explora clássicos nacionais, como tem feito nas passagens anteriores.
Moniz de Almeida regressa ao Domingos à Nossa Maneira, depois de ter partilhado o palco com Rey Lex e a Banda Comokenu do Moxico no dia 20 de Julho. Para a produção, esta passagem representa a continuidade da colaboração com as autoridades do Lubango que pretendem realizar uma edição especial do projecto nesta cidade.
Caldo do Poeira deve continuar no Lubango
Moniz de Almeida considerou positiva a primeira edição do Caldo do Poeira realizada, no domingo, na província da Huíla, por ter proporcionado um encontro entre a música, a cultura e o público.
O músico defendeu a continuidade do Caldo do Poeira na Huíla, para que a iniciativa possa crescer e se tornar num momento de referência no calendário cultural da província.
Para o artista, o evento chegou ao Sul do país num momento importante, ajudando a aproximar os fazedores de cultura e a valorizar os ritmos que fazem parte da identidade angolana.
Moniz de Almeida destacou o ambiente vivido durante a actividade, marcado pela alegria, convivência e pelo reencontro de artistas com um público interessado em ouvir música feita com alma.
Segundo o músico, o Caldo do Poeira mostrou que existe, na Huíla, um público atento às manifestações culturais e disponível para abraçar iniciativas que promovem a música angolana.
A primeira edição foi também vista pelo artista como uma oportunidade para os músicos voltarem a mostrar o seu trabalho e partilharem o mesmo palco, num verdadeiro encontro de gerações e experiências.
“Foi uma experiência muito boa. Senti o carinho das pessoas que me viram a crescer e percebi que o público da Huíla gosta de música e de cultura”, disse Moniz de Almeida.
O cantor valorizou a presença de artistas de diferentes pontos do país, considerando que a diversidade deu outro sabor à festa e permitiu uma maior troca cultural.
Para Moniz de Almeida, iniciativas desta natureza ajudam a manter viva a memória musical angolana, sobretudo numa época em que é necessário aproximar os jovens das raízes culturais.
A presença do público foi outro aspecto realçado pelo artista, que considerou a adesão uma demonstração de que o trabalho dos músicos continua a encontrar espaço junto das comunidades.
Entre sons, memórias e aplausos, a primeira edição deixou, na sua perspectiva, uma marca positiva e mostrou que a cultura também se constrói através do encontro entre artistas e público.
Moniz de Almeida considerou que a Huíla ganhou, com o evento, mais um espaço para celebrar a música e os valores culturais que atravessam gerações.
O artista agradeceu o convite e o acolhimento recebido, sublinhando que momentos como este fortalecem a união entre os músicos e dão maior visibilidade à produção cultural nacional.
Com a primeira edição realizada, Moniz de Almeida espera que o Caldo do Poeira volte à Huíla e continue a levar música, tradição e alegria aos amantes da cultura angolana.
Isabel Dungula e Analtino Santos | Lubango



