A Banda Maravilha partilhou na Fundação Arte e Cultura, em Luanda, a experiência acumulada ao longo de 33 anos de carreira, num concerto-aula, proporcionando aos jovens um contacto directo com a História da música e da cultura angolana.
Depois de uma actuação, de aproximadamente uma hora, os integrantes da banda sentaram-se diante do público para conversar sobre a sua carreira, a música e a identidade cultural angolana.
A iniciativa teve como principais destinatários os jovens, com o propósito de proporcionar-lhes um maior conhecimento sobre a História da música nacional e incentivar a valorização da cultura e da identidade angolanas.
Entre as várias questões dirigidas ao grupo, o baterista Marito Furtunato explicou que a vontade de entreter, ensinar e, sobretudo, promover e preservar a identidade angolana tem sido uma das principais forças que impulsionam o grupo a continuar esta caminhada musical.
“Sentimos uma enorme alegria quando vemos, sobretudo, os jovens a dançar, cantar e a identificar-se com a nossa música. É por eles, e para que as novas gerações continuem a conhecer, valorizar e preservar a nossa cultura, que seguimos nesta caminhada”, afirmou.
Moreira Filho acrescentou igualmente que um dos segredos para os 33 anos de carreira da banda, amplamente conhecida como “Embaixadores do Semba”, tem sido encarar cada desafio de frente, sem permitir que as dificuldades impeçam a concretização do sonho de continuar a fazer música.
“Desafios e dificuldades sempre vão existir ao longo do caminho. O verdadeiro segredo está na forma como escolhemos enfrentá-los. Aos jovens que sonham em ser músicos, não permitam que as dificuldades vos faça desistir. Pelo contrário, transformem cada obstáculo em força e motivação para continuar”, afirmou.
Os ensinamentos prosseguiram e abrangeram várias vertentes, com os integrantes do grupo a partilharem com o público diferentes aspectos do semba, tanto na teoria como na prática. Com recurso aos instrumentos musicais, demonstraram as distintas sonoridades e particularidades que caracterizam este género musical angolano.
Além disso, foram abordadas questões relacionadas com a História da música angolana, permitindo aos jovens conhecer melhor a evolução de diferentes géneros musicais como por exemplo, a rumba.
Grupo revisita repertório
Durante cerca de uma hora, a Banda Maravilha transformou, na quinta-feira, o palco da Fundação Arte e Cultura num espaço de celebração da música angolana, fazendo o público viajar ao ritmo do semba e de outras sonoridades que marcaram a sua carreira.
Entre canções e muita animação, o grupo revisitou alguns temas do seu repertório e mostrou, logo na abertura, por que continua a ser uma das referências da música angolana.
Canções como “Banda Maravilha”, “Nguxi”, “Rebita” e “Semba Original”, de Paulo Flores, fizeram parte do repertório apresentado ao público.
Marito Furtunato mostrou-se grato à Fundação Arte e Cultura pela oportunidade de realizar o primeiro concerto-aula do grupo, considerando a iniciativa uma experiência enriquecedora, sobretudo por permitir um contacto mais próximo com as novas gerações e contribuir para a transmissão dos conhecimentos sobre a música e a cultura angolanas.
“Temos de preparar as novas gerações para dar continuidade à música angolana, garantindo que os nossos ritmos, conhecimentos e identidade cultural sejam preservados e transmitidos às gerações futuras”, declarou.



