A cidade de Mbanza Kongo, província do Zaire, vai contar, em breve, com o Centro Cultural e Linguístico “Kimpa Vita”, que versará sobre o resgate do legado histórico do antigo Reino do Kongo, cujo projecto, denominado “Angola Heritage”, foi apresentado quarta-feira à tarde, às autoridades municipais e à sociedade local.
O referido projecto, sob promoção da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento em Angola (OCDA), após a sua implementação, vai, entre outros objectivos, preservar e valorizar o legado histórico do antigo Reino do Kongo e da diversidade cultural angolana, onde se espera promover a Educação, a Investigação, a Criação Artística, o Turismo Cultural e o Desenvolvimento Sustentável das comunidades.
Na ocasião, a presidente da ONG OCDA, Evaniltan Jones, afirmou que os angolanos na diáspora querem contribuir para a salvaguarda do legado histórico de Mbanza Kongo, daí a apresentação do projecto “Angola Heritage”, que é uma área orgânica do Departamento Social daquela instituição. De acordo com Evaniltan Jones, o projecto consiste em criar, na região, um Centro Cultural e Linguístico para promover toda a matéria que é preciso e necessário configurar para a recuperação da própria História de Mbanza Kongo.
“A nossa identidade cultural deve ser salvaguardada, bem como é preciso trazer projectos com alguma sustentabilidade para restaurar esse património, para conseguirmos depois documentar, investigar e comunicar para fora, de facto, a nossa real história, a nossa identidade, no sentido mais real daquilo que são os nossos modos de vivência”, avançou.
Após a apresentação do projecto, conforme avançou a responsável, segue-se a fase de investigar e entender toda a História através da oralidade, bem como transformar o conteúdo em documentação e depois avançar na sua implementação prática. O futuro centro vai contar com vários subcentros, nomeadamente para Investigação, Museu Cultural, de Linguística e Educação, além de um Jardim Botânico, anfiteatro, biblioteca e zonas de lazer. A presidente considerou Mbanza Kongo como a melhor opção, uma vez que aglutina toda uma arte à volta da região que o mundo, e não só Angola, precisa conhecer.
Por sua vez, o administrador municipal de Mbanza Kongo, Zolana Avelino, na abertura do acto, disse que o futuro projecto ora apresentado se reveste de um significado especial, uma vez que representa a expressão de um compromisso com a valorização da história local, a preservação da identidade cultural e a construção de novas oportunidades para o desenvolvimento do município.
“Mbanza Kongo, antiga capital histórica do Reino do Kongo, inscrito desde 2017 na lista do Património Mundial da UNESCO, constitui um espaço de extraordinário valor cultural e simbólico, cuja herança representa um motivo de orgulho, bem como uma responsabilidade colectiva de preservar, estudar, valorizar e transmitir às novas gerações o legado dos nossos antepassados. Por isso, acolhemos com interesse o projecto de criação de um Centro Cultural e Linguístico ‘Kimpa Vita’, que vai contribuir para a promoção das línguas nacionais, valorização das artes e artesãos e dinamização do turismo cultural”, avançou o administrador.




