Luanda – Dezassete crianças proporcionaram, este sábado, em Luanda, uma viagem pela história de Angola, através da música, dança, teatro e poesia, durante o festival infant-juvenil “Içar da Bandeira”.
Luanda – Dezassete crianças proporcionaram, este sábado, em Luanda, uma viagem pela história de Angola, através da música, dança, teatro e poesia, durante o festival infant-juvenil “Içar da Bandeira”.
O festival, que visou homenagear o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foi promovido pela Administração Municipal da Ingombota, no âmbito das festividades do 17 de Setembro, Dia do Herói Nacional.
Os pequenos artistas interpretaram canções do repertório angolano e apresentaram diferentes manifestações músico-culturais, evocando momentos, símbolos e figuras marcantes da história do país.
Entre os temas, destacam-se o poema de Agostinho Neto “Caminho do Mato”, as músicas “Ku Muxitu Buala Anangola”, de Artur Nunes, “Angolano segue em frente”, de Teta Lando, “11 de Novembro”, de Belita Palma.
Por meio das interpretações musicais e das apresentações culturais, o “Içar da Bandeira” procurou, entre outros, transmitir às novas gerações o significado da Independência Nacional e os sacrifícios que estiveram na base da sua conquista, proclamada a 11 de Novembro de 1975.
Em declarações à imprensa, a administradora municipal da Ingombota, Milca Caquesse, destacou que o “Içar da Bandeira” pretende promover e massificar o conhecimento da história de Angola entre as crianças, através da música, permitindo que a nova geração conheça e preserva a memória colectiva do país.
Explicou que a iniciativa, realizada anualmente há três anos, em Setembro, presta homenagem à Independência Nacional, ao legado de António Agostinho Neto e a todos os que contribuíram para a conquista da soberania, incluindo os chamados heróis anónimos.
Milca Caquece salientou que o projecto será ampliado no âmbito do Programa de Desenvolvimento da Cultura e do Desporto na Comunidade (PRODECI), com o propósito de envolver cada vez mais crianças na interpretação de músicas relacionadas com a história nacional.
Segundo a administradora, a iniciativa nasceu do desejo de ver as crianças a cantar e a conhecer a história do país, manifestando-se satisfeita pelo facto de alguns autores das músicas apresentadas estarem presentes no espectáculo.
Referiu, igualmente, que a Administração Municipal da Ingombota desenvolve outras iniciativas culturais e desportivas dirigidas às crianças, em parceria com escolas e colégios, com o objectivo de despertar precocemente os seus talentos e contribuir para a formação de uma nova geração ligada à cultura e ao desporto.
Por sua vez, o director artístico do festival, Chico Mádne, disse que o evento se mantém no mesmo formato da primeira edição, cujo objectivo foi transmitir à camada infantil ou juvenil o esforço que se fez para se atingir a independência nacional.
Já o participante Daniel Caculo, que interpretou a música de Zé Viola, intitulada “Twakava”, disse que o gosto pelas línguas nacionais facilitou a actuação.
O evento, que decorreu sob o lema “As Crianças Cantam a Nossa História”, contou com a presença de antigos músicos da praça nacional, cujas músicas foram interpretadas, como Santocas, Carlos Lamartine, Miró, Toy Salgueiro e Prado Pain. CPM/ASS



