Festival com Davido, Rema e Bruna Boy adiado para 29 de dezembro no Estádio dos Coqueiros

O festival musical que vai reunir grandes nomes da música africana, como Davido, Burna Boy, Rema, Gerilson Insrael, entre outros artistas, foi adiado para o dia 29 de dezembro, no Estádio dos Coqueiros, em Luanda. O anúncio foi feito pelo empresário Riquinho Miguel, em declarações à imprensa.
Segundo o promotor, o evento estava inicialmente previsto para 19 de dezembro, mas teve de ser reagendado devido a questões logísticas e financeiras. “Chamámos a imprensa para informar que este festival foi adiado para o dia 29 de dezembro. Estava previsto para o dia 19, mas, por questões de logística e pelo atraso na recepção de uma dívida que o Estado tem comigo, fomos obrigados a tomar essa decisão”, explicou.
Riquinho Miguel esclareceu que o festival está a ser organizado essencialmente com fundos próprios, mas que a regularização dessa dívida era um elemento importante para garantir todas as condições necessárias. Acrescentou ainda que a falta de apoios e patrocínios do próprio Estado também contribuiu para o adiamento.
O empresário revelou que chegou a endereçar uma carta ao Presidente da República, solicitando apoio institucional, mas afirma não ter obtido resposta. “Acreditamos no bom senso e nas políticas que o Presidente da República está a implementar, sobretudo no domínio da diversificação económica. Este tipo de eventos culturais está alinhado com esse caminho, para deixarmos de depender apenas do petróleo”, sublinhou.
Questionado sobre o enquadramento do festival nas comemorações dos 50 anos da Independência Nacional, Riquinho Miguel explicou que a proposta foi apresentada nesse sentido, permitindo a participação de promotores individuais com apoio do Estado. Ainda assim, garantiu que criou condições para avançar com o projecto de forma autónoma.
Relativamente à dívida do Estado, o promotor referiu que o processo já teve avanços, com despacho presidencial orientador e pareceres favoráveis de entidades competentes, mas que o dossiê acabou por ficar parado ao nível ministerial. Apesar disso, afastou qualquer intenção de sabotagem. “Acredito que sejam dificuldades de ordem pessoal e administrativa, não diria que haja vontade de travar o festival ou o pagamento da dívida”, afirmou.
Apesar dos constrangimentos, a organização garante que o festival vai acontecer no dia 29 de dezembro, no Estádio dos Coqueiros, prometendo um espectáculo de grande dimensão com algumas das maiores referências da música africana.



