
Luanda - A mobilidade artística e os desafios da internacionalização das companhias teatrais estiveram, no sábado, no centro do debate da XXI edição do Festival Internacional de Teatro do Cazenga (FESTECA).
O debate, de acordo com o JA Online, esteve inserido na mesa-redonda subordinada ao tema “Mobilidade Artística: Como Circular Espectáculos e Construir Carreiras Internacionais”, que decorreu no Centro de Animação Artistica do Cazenga, em Luanda.
Ao longo de mais de duas horas de diálogo, especialistas de Angola, Brasil, Portugal e Alemanha partilharam experiências e reflectiram sobre os principais obstáculos enfrentados por artistas e grupos teatrais na circulação de espetáculos, defendendo a necessidade de Políticas Públicas que incentivem a mobilidade cultural e ampliem as oportunidades de intercâmbio artístico.
O painel reuniu Aline Vila Real, João Garcia Miguel, Júlia Schreiner, Eudes Veloso e o director do FESTECA, Orlando Domingos, que se juntou à conversa para abordar “Os desafios e as perspectivas do teatro angolano no contexto internacional”.
O encontro contou igualmente com a participação de representantes do Elinga Teatro, da Associação Angolana de Teatro (AAT), directores, técnicos e membros de diversos grupos teatrais do município do Cazenga, promovendo um espaço de partilha de experiências e construção de soluções para o fortalecimento das artes cénicas.
Participaram no evento cerca de 65 pessoas, tendo a iniciativa sido marcada por uma intervenção activa do público, o que contribuiu para um debate plural e interactivo.



