Ministra brasileira destaca papel da cultura nas relações bilaterais

A ministra da Cultura do Brasil destacou, segunda-feira, a influência africana na História e património do seu país, apontando Angola como uma das referências da sua identidade, como base para o fortalecimento entre os dois povos.
Margareth Menezes proferiu estas declarações durante a visita à exposição do artista Albino da Conceição, acolhida no espaço Guimarães Rosa, dando início à vasta agenda de actividades que vai manter nas cidades de Luanda e Huambo, cuja estada se prolonga até na sexta-feira. Segundo a titular da pasta da Cultura no Brasil, a sua vinda tem como missão concretizar acções do fortalecimento cultural com Angola, ao abrigo dos vários protocolos estabelecidos entre os dois países “Não viemos apenas em visita, porque já assinamos um termo de colaboração aquando da ida do ministro Filipe Zau ao Brasil. Vamos começar a fazer acções reais sobre isso, reforçando a comunicação com os países de África. Temos muitos acordos de colaboração, mas faltavam acções. E a cultura é a grande ferramenta para que os dois países se aproximem ainda mais”, disseMargareth Menezes avançou que hoje vão ser anunciadas algumas acções em curso e outras novas por se concretizar, durante a conferência de imprensa a decorrer no Ministério da Cultura, prevendo igualmente a assinatura de mais protocolos nas diversas áreas da cultura. “A construção já vem sendo colocada em prática. No mês passado, veio o presidente da Fundação Nacional de Artes do Brasil para o Festival de teatro do Cazenga. Essa relação vai permitir o intercâmbio entre artistas angolanos e brasileiros a fim de materializar oportunidades”, garantiu. Durante a visita à exposição “Sou Angolano, Sou Africano”, sublinhou que as referências africanas estão espalhadas por todo o Brasil, patentes em várias manifestações culturais, como é o caso da literatura e das artes. “Essa exposição nos remete a um espaço de memória. Estamos diante de um artista que congrega as dimensões das letras, artes e política. É muito importante termos pessoas com sensibilidade artísticas nos lugares de poder, porque é na cultura que transita e habita a alma e a memória de cada povo”, considerou. Por sua vez, o artista Albino da Conceição sublinhou ser um momento particular, carregado de simbolismo na relação entre os dois países. Criada para exaltar a memória, o artista referiu que um dos objectivos destas obras é comunicar a africanidade, incluindo as manifestações das suas diásporas do outro lado atlântico. “Foi visível como a ministra e os integrantes da comitiva sentiram a comunicação destas obras”, observou.


