Ministro da Cultura reconhece papel de Cuba nas transformações em Angola

Luanda - O ministro da Cultura, Filipe Zau, reconheceu, esta segunda-feira, em Havana, o papel de Cuba nas transformações sociais, políticas e económicas de Angola, com realce para os sectores da educação, saúde e desenvolvimento humano.
Em declarações à cadeia de televisão Telesur, à margem do primeiro Colóquio Internacional “Fidel: Legado e Futuro”, que decorre na capital cubana até quinta-feira, Filipe Zau sublinhou que Angola mantém um sentimento de gratidão para com Cuba, pelas demonstrações de solidariedade prestadas durante os difíceis anos de guerra que o país enfrentou.
Destacou a figura do antigo Presidente cubano, Fidel Castro, e o seu papel na projecção dos movimentos progressistas, bem como a capacidade de inspirar povos na defesa da independência e da dignidade, indica uma nota de imprensa da Embaixada de Angola em Cuba.
O colóquio decorre até 13 de Agosto, data do centenário natalício do líder da Revolução Cubana, e constitui um espaço académico, político e científico de reflexão sobre a vida, obra e pensamento de Fidel Castro.
Participam no encontro mais de mil e 500 delegados, dos quais mais de mil são estrangeiros provenientes de cerca de 60 países, que abordam a figura de Fidel Castro como revolucionário, estadista e estratega militar, bem como o seu ideário político e social e a construção do Socialismo em Cuba.
A delegação angolana é chefiada pelo primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Américo Cuononoca, e integra o ministro da Cultura, Filipe Zau, assim como funcionários do parlamento angolano, do Ministério da Cultura e da Missão Diplomática de Angola em Cuba.
À margem do colóquio, Filipe Zau participou na abertura da trigésima quarta Feira Internacional do Livro de Havana, dedicada ao centenário do nascimento de Fidel Castro e à Federação Russa.
A Feira Internacional do Livro de Havana realiza-se anualmente, desde a década de 80, e constitui um espaço de intercâmbio cultural e de conhecimento.
A presente edição disponibiliza cerca de mil e 300 novidades editoriais e dois milhões de títulos, de acordo com a organização.
A Embaixada de Angola em Havana participa no evento com um stand que apresenta obras de autores clássicos da literatura angolana, peças de arte e outras expressões do mosaico cultural do país.
Em 2013, Angola foi o país convidado de honra da vigésima segunda edição da Feira Internacional do Livro de Havana, participação que levou a Cuba mais de 100 angolanos, entre escritores, artistas de várias disciplinas, agentes culturais, críticos de arte e jornalistas.


