O cantor Moniz de Almeida defendeu, no domingo, em Luanda, uma maior divulgação dos espaços culturais que difundem a música e outras manifestações artísticas angolanas na capital e nos vários pontos do país.
As declarações foram feitas no fim da mais recente actuação no projecto “Domingos à Nossa Maneira” realizado no espaço cultural Prova d’Art Miramar, que contou com o acompanhamento da Banda Harmonia 7.
O artista, depois de dar nota positiva à iniciativa, aconselhou a produção a melhorar a comunicação.
“Este não é um problema apenas do Prova d’Art Miramar, existem outros projectos interessantes que se dedicam à valorização da nossa cultura que não são muito frequentados, porque não são agressivos na comunicação”, afirmou o artista.
Moniz de Almeida esteve, pela segunda vez, no “Domingos à Nossa Maneira”, anos depois de actuar na fase inicial do Prova d’Art Miramar. O músico manifestou disponibilidade em colaborar com o mesmo.
O artista não deixou de relacionar a performance de domingo, com as recentes participações no Quintal do Semba e Caldo do Poeira, no Lubango, que muito contribuíram para preencher a agenda.
Em palco, o músico começou por homenagear o irmão Beto de Almeida em “Viola”, numa viagem que passou por temas como “É duro”, “Tio Zé”, dentre outros, para fechar a festa com “Morainha”, tendo aproveitado a presença do União Kiela para reforçar os dotes de dançarino com uma coreografia improvisada.
A Banda Harmonia 7, com a voz principal de Mister Kim, em quase duas horas de música ao vivo, brindou os presentes com temas conhecidos do cancioneiro angolano. Na formação, estiveram Kintino (ritmo), Correia (congas), Romão (bateria) e Nininho (teclados), instrumentistas que partilharam o palco com os jovens Totó (solo) e Simão (baixo).
A presença da Banda Harmonia 7 e de Moniz de Almeida marcou o encerramento da programação de Agosto do “Domingos à Nossa Maneira”, que acolheu Mizangala DT, Luís Lau, Banda Yetu, Man Gongas, Conjunto Dizu Dietu e Mister Kim.



