Moniz de Almeida e Kumbilixia animam lançamento do “Tchole”

Os músicos Moniz de Almeida, Rey Lex e o grupo tradicional Kumbilixia vão assegurar a componente artística do lançamento da 7.ª edição do Festival de Cultura e Artes Tchole.
O evento está marcado para este domingo, às 15h00, no espaço cultural Prova d’Art, no Miramar, em Luanda. O acto assinala o arranque oficial das actividades da edição de 2026 e servirá para apresentar a programação, os parceiros, os principais projectos e as novidades do festival, que se realiza em Setembro. Em declarações ao Jornal de Angola, o director artístico do certame, Valdemar Francisco, explicou que o lançamento vai decorrer num formato inovador de “Show-Conferência de Imprensa”, conciliando momentos institucionais com espectáculos musicais. Segundo o responsável, o objectivo é proporcionar aos convidados, parceiros e profissionais da Comunicação Social uma experiência que traduza a essência do Festival Tchole, onde cultura, criatividade e arte se complementam para valorizar a identidade nacional. Entre as principais novidades da edição deste ano, destaca-se o reforço da promoção do Património Cultural Material e Imaterial de Angola, com especial atenção para manifestações tradicionais como o semba e a tchianda. Valdemar Francisco anunciou igualmente a criação de um novo espaço dedicado à Mostra Nacional de Arte e Cultura, que vai reunir artesanato, gastronomia e expressões de várias províncias. Uma das maiores atracções desta edição será um desfile cultural de grande escala com representantes de 15 regiões, projectado para evidenciar a riqueza e o potencial turístico de Angola. O evento vai funcionar como uma verdadeira montra da identidade nacional, reunindo artistas, criadores e grupos de dança tradicionais provenientes das províncias do Moxico, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Malanje, Huambo e de Luanda — com especial destaque para a herança cultural da província do Icolo e Bengo. Esta convergência de ritmos, trajes e saberes tradicionais reforça o carácter descentralizado da iniciativa, consolidando o Festival Tchole como uma das principais plataformas anuais de preservação, valorização e promoção internacional da vasta diversidade cultural angolana. Ao criar pontes directas entre criadores do interior do país e a capital, o certame transforma-se num verdadeiro repositório vivo da identidade nacional. O intercâmbio de manifestações artísticas ancestrais e contemporâneas não só salvaguarda a riqueza do património nacional, mas também projecta Angola para o mundo como um pólo vibrante de criatividade, turismo cultural e diplomacia artística no continente africano.



