“Dance ma mi criola”, “Nguxi”, “Padoce de céu azul”, “Muxima”, “Pretinha”, “14 Chuvas” e outras músicas marcantes do cabo-verdiano Tito Paris e clássicos angolanos interpretados pela Banda Maravilha preencheram duas horas de música ao vivo, no palco do Miami Beach, que mais uma vez celebrou a amizade entre os dois povos.
O concerto contou com o espectador especial, o Presidente da República de Cabo Verde, José Maria Neves, que aproveitou o último dia da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana para prestigiar o evento do concidadão e voltar a tomar contacto com a sonoridade angolana, executada pela Banda Maravilha.
Durante a performance entre a assistência, membros da comunidade cabo-verdiana no país representada ao alto nível pelo embaixador Júlio Morais, ficou patente a cumplicidade existente entre os protagonistas que têm uma parceria de mais de duas décadas.
Moreira Filho (bateria), Marito Furtado (bateria), Isaú Baptista (guitarra), Djanira Mercedes (vocalista), Leonel (congas) e Francisco (ritmo), na primeira parte fizeram a incursão pelos ritmos angolanos, com realce pelo semba e de seguida a versatilidade chegou ao acompanharem os ritmos cabo-verdianos de Tito Paris.
Ao longo do concerto, houve a participação do saxofonista Sanguito, com o instrumental “Longa Marcha”, que reviveu Luís Morais. Phathar Mak em jeito de retribuição da presença de Tito Paris no concerto comemorativo dos 35 anos, realizado no sábado, ladeado por Jay Lourenzo, partilhou o palco com o anfitrião em “Morna”, tema que em rap transformou o tema musical.
No fim do concerto, Tito Paris reiterou que é sempre gratificante actuar no país e é um prazer trabalhar com artistas angolanos. O artista, em Junho deste ano, actuou no Miami Beach e teve como convidados Ivan Alekxei e Afrikkanitha. Ao longo da carreira tem colaborações com Paulo Flores, Banda Maravilha, Maya Cool, Punidor, dentre outros artistas angolanos.
O Miami Beach tem sido uma das casas que tem acolhido vários projectos de Tito Paris e de artistas nacionais. O espaço serviu de rampa de lançamento para vários cantores, humoristas e diferentes protagonistas no meio artístico nacional.



