Orquestra Rumba KB exalta a voz e força rítmica feminina

A Orquestra Rumba KB exaltou o talento feminino na música no domingo, no projecto “Domingos à Nossa Maneira”, no espaço Prova d’Art Miramar, em Luanda, com um repertório dedicado a Mbilia Bel e M’Pongo Love, duas referências da Rumba Congolesa.
O colectivo, ao longo das duas horas de espectáculo, musicalizou temas destas duas referências da música congolesa, além de apresentar canções de Fillas, com melodia de Pépé Kallé. Nesta edição, a formação esteve composta por Bom Solo (guitarra solo), Sérgio Trepa (ritmo), Mvulosi (congas), Madilu (bateria), Obed (baixo), Delpi (teclas), Alino (voz), Le Blanc (voz) e Mandy Star (voz) e Teddy Nsingui, formador da orquestra. A orquestra, além de fazer vibrar os espectadores, ao explorar melodias de Mbilia Bel e M’Pongo Love, proporcionou à assistência um momento de nostalgia aos apreciadores da música do Reino do Kongo, numa performance que garantiu um ambiente de alegria. Cada melodia tocada ao ritmo da rumba, como uma manifestação cultural e matriz africana, carregava a memória dos povos africanos, deixando, assim, impactados os convivas que aplaudiam euforicamente e dançavam com entusiasmo. Canções como “Nairóbi”, “Mpove ya Longo”, “Mama pesagongo”, “Asda” e outros foram exibidos ao longo dos espectáculos. Em declarações ao Jornal de Angola, o fundador do colectivo Teddy Nsingui explicou que o grupo tem se dedicado a tocar a rumba congolesa. Nesta edição, prosseguiu, decidiu-se diversificar o alinhamento e apresentou como proposta um repertório com vozes femininas, com canções de Mbilia Bel e M’Pongo Love, além de musicalizar temas de Fillas, com melodia de Pépé Kallé. “O colectivo foi criado para apresentar temas dos anos 1970, porém, estamos a tentar apresentar canções dos anos 1980”, frisou o guitarrista, acrescentando que “a voz feminina na rumba se destaca pela força rítmica, expressividade e um timbre carregado de forte energia emocional, por isso, decidiu-se, nesta edição, valorizar a voz feminina, como forma de celebrar o Dia da Mulher Africana, assinalado a 31 de Julho”. O músico ressaltou que o colectivo se sente satisfeito em tocar neste espaço de cultura, por proporcionar um ambiente acolhedor, e ser possível se reencontrar com velhos amigos, “tanto é que sentimos o calor dos espectadores”. A exibição do grupo, realçou, além de celebrar a arte e a cultura, comemorou a força e a dedicação da mulher africana, fazendo jus a data que se celebra o Dia da Mulher Africana. “Fizemos a abertura do espectáculo com voz feminina, no sentido de dar maior espaço às mulheres na música”, disse.


