O músico Pedro Cabenha é o convidado especial da segunda edição do Switch Angojazz Club, iniciativa com direcção artística do pianista Dimbo Makiesse, que se realiza hoje, às 20h30, no Hotel Epic Sana, em Luanda.
Nesta edição, o estilo bebop, uma das principais vertentes do jazz, encontra-se com o semba, num concerto que pretende explorar as possibilidades de diálogo entre a linguagem jazzística e a música popular angolana. A apresentação conta com o suporte instrumental da Orquestra Angojazz, integrada pelos músicos Carlos Praia, Miqueias Ramiro, Jorge Mulumba, Rigoberto Fresquet e Luís RL, e pelas cantoras Delnata Praia e Mónica Republicano.
A participação de Pedro Cabenha enquadra-se no propósito de evidenciar a fusão entre o jazz e o semba, colocando em diálogo diferentes linguagens musicais e gerações de intérpretes. O músico junta-se, assim, a artistas que têm vindo a explorar outras vertentes do jazz e da música angolana.
A primeira edição do Switch Angojazz Club realizou-se a 14 de Agosto, sob o tema “Semba e Latin Jazz”, e contou com a participação do violinista cubano Miguelito. Do lado angolano, actuaram Dom Caetano, Anabela Aya, Miqueias Ramiro e Mónica Republicano.
Com mais de quatro décadas de carreira, Pedro Cabenha tem quatro álbuns editados, que marcam diferentes momentos do percurso artístico, como “Ndaie Ué”, “Nzoji Yami”, “Mamã Sessá” e “Mgambi”. O músico afirmou-se como uma das referências da música angolana, com um percurso marcado pela interpretação e valorização de sonoridades nacionais.
Liderada pelo pianista Dimbo Makiesse, a Orquestra Angojazz é um projecto formado por jovens instrumentistas que assumem como propósito aproximar o jazz de um público mais diversificado, contribuindo para retirar do género a imagem de música exclusivamente destinada a um público elitista.
Nas actuações, o grupo aposta num repertório que estabelece uma relação entre o jazz e a cultura musical angolana, percorrendo sonoridades tradicionais e contemporâneas. O repertório inclui clássicos do jazz com influências de ritmos nacionais como o kilapanga, semba, massemba e tchianda.


