Ao longo das mais de duas horas de palco, o rapper Phathar Mak transformou o final da noite de sábado e madrugada de domingo como o “Grande Dia” para transformar o concerto comemorativo dos 35 anos de carreira em momento de manutenção do rap como compromisso social e com a cultura angolana.
Phathar Mak fez uma retrospectiva da trajectória artistica que começou a construir na cultura hip hop e demonstrou como o rap e outras manifestações artisticas podem mudar vidas e contribuir para as sociedades, reforçando o compromisso e responsabilidade social dos protagonistas.
O autor do “Grande Dia” agradeceu artistas, produtores, familiares e amigos que o ajudaram a se estabelecer no universo do rap e em outros estilos e tendências músicais presentes no “jardim” da música em Angola.Em palco, a Banda Mak1ge garantiu o suporte instrumental do concerto, a formação com a direcção artística de Roland nos teclados e voz que liderou a formação integrada por Hugo(baixo), Kiesse( guitarra), Ti Chick( bateria) e Albert( coros) jovens reforçados pelo veterano e experiente percussionista Dalú Roger , DJ Barão, Coral Ocisungo e Orquestra Langidila intervenientes que proporcionaram novos arranjos e ousadia na direcção artística da D”outros Tipos e ODP Eventos.
Entre os convidados o primeiro a partilhar o palco foi Kool Klever, considerado o “Avô do rap”, juntos “droparam” o valor da amizade e reconhceram as lutas enfrentadas e conquistas alçançadas com o rap. “Black woman” um dos principais sucessos de Kool Klever esteve no alinhamento do artista que recebeu um diploma das mãos do anfitrião.Tito Paris também marcou presença no concerto e foi o embaixador da crioulidade na festa do rap que pegou o seu “Morna” e transformou em “Qual é a ideia”. Depois do dueto em palco o cabo-verdiano interpretou “Padoce de céu azul” tema acompanhado pelo saxofonista Sanguito e para encerrar “Dança ma mi criolo”.
O regresso aos palcos de Donna Kelly, uma das pioneiras do rap feminino em Angola foi uma das surpresas do concerto. No tema “Em três actos”, a rapper e o marido, Phathar
Mak, protagonizaram um dueto, antes de recordar o sucesso “Bela queta” produzido pelo Tito Olvio, chamado para receber um diploma pelos feitos no estilo rap.O casamento com a soul e outras variantes cantadas da black music esteve em evidência com Jay Lourenzo.
O convidado manifestou gratidão ao artista pelo apoio na inserção no circuito da música angolana, depois de 20 anos na Alemanha.Yola Semedo, nome consagrado da kizomba e semba, vezes sem conta chamada para duetos com artistas de diferenes estilos, esteve entre os convidados presentes. Mostrou a inclinação com o rap no dueto e para finalizar desfilou “Ingrata”.
Outro parceiro e amigo da cultura que esteve em palco foi Jeff Brown, que levou duas facetas, recordou o SSP com as mensagens mais motivadoras e mostrou o lado que combina gospel com ritmos nacionais.Entre os temas apresentados no concerto comemorativo dos 35 anos de carreira estiveram em destaques “Laranjas”, “Respeito” , “Me desculpem”, “Prova dos 9”, “Depois dos 43 anos”, “Meu rei” , “Abram alas” dentre vários temas no alinhamento que fechou com “Grande Dia” e “Amizade acima de tudo”.António Alfredo Simão Macunje, artisticamente conhecido como Phathar Mak, é uma das referências do rap angolano. No ano passado, viu reconhecida a trajectória artística ao ser condecorado pelo Presidente da República, no âmbito das celebrações dos 50 Anos de Independência de Angola.



