Luanda – As obras de reabilitação, ampliação e modernização do Cine Nacional e da Cinemateca Nacional estão com execução física de 98 por cento, e prevê-se a abertura ao público em Setembro próximo, anunciou hoje, em Luanda, o ministro da Cultura, Filipe Zau.
Luanda – As obras de reabilitação, ampliação e modernização do Cine Nacional e da Cinemateca Nacional estão com execução física de 98 por cento, e prevê-se a abertura ao público em Setembro próximo, anunciou hoje, em Luanda, o ministro da Cultura, Filipe Zau.
Em declarações à imprensa, depois da visita de constatação às duas estruturas, o governante manifestou particular satisfação com a evolução dos trabalhos, por restar apenas, segundo disse, a conclusão dos detalhes.
De acordo com o titular da pasta, o calendário de abertura das salas esteve condicionado à montagem das cadeiras em falta e à instalação de estruturas de protecção no fosso e corrimãos nas escadarias, medidas consideradas indispensáveis pela equipa de fiscalização para garantir a segurança pública dos utentes durante as exibições artísticas.
Por sua vez, o director técnico da empreitada da Cinemateca Nacional, Josemar Pedro, detalhou que o complexo do antigo Cine Alfa 1 e 2 foi estruturado para funcionar como um centro de excelência ligado à preservação da história e da identidade cinematográfica do país.
“O arquivo da instituição albergará o património fílmico produzido desde a primeira República (período compreendido entre 1975 e 1985), ilustrando todos os eventos documentados daquela época para benefício de historiadores, profissionais do sector e da sociedade”, detalhou.
Ao nível das infra-estruturas, o novo complexo da Cinemateca comportará uma biblioteca especializada, uma sala de exposições temporárias de artes plásticas, uma sala de formação e pesquisa dotada de 30 lugares dedicados a investigadores, além de três salas de exibição de cinema.
A maior sala, de cariz multifuncional, albergará 600 pessoas e servirá de palco a espectáculos de música, teatro e dança, ao passo que as outras duas salas, com capacidade para 150 espectadores cada, focar-se-ão na exibição de produções angolanas e na educação para o cinema.
O projecto integra ainda o espaço Cinemateca Júnior, focado no ensino da história do cinema a crianças através de filmes ilustrados, e uma área de lazer com restaurante, esplanada, sessões gastronómicas e lançamentos literários.
Por sua vez, o empreiteiro da empresa GAVECOM, responsável pelas obras do Cine Nacional, Jony Guan, assegurou que o ritmo actual dos trabalhos garante as condições técnicas exigidas para o cumprimento do prazo de inauguração.
O técnico adiantou que o processo de fabrico e colocação de cadeiras comanda o fecho da obra, prevendo-se a entrega da primeira metade do mobiliário no decurso desta semana e a conclusão total do lote na vistoria ministerial agendada para o próximo dia 6 de Setembro.
Segundo o mesmo, a emblemática sala do Cine Nacional albergará um contingente aproximado de 400 lugares, incluindo o regresso das telas de cinema de formato tradicional.
O ministro Filipe Zau concluiu sublinhando que a gestão e exploração comercial de todas as novas salas reabilitadas pelo erário público serão atribuídas à iniciativa privada, por via de concursos públicos transparentes.
Acrescentou que o preenchimento dos cadernos de encargos servirá para seleccionar promotores e empresários dotados de capacidade técnica e financeira para assegurar a manutenção e conservação preventiva dos imóveis.VX/DP



