Menongue – Cinco mil exemplares da segunda edição do livro “O Mundo Cultural dos Ganguelas” estão disponibilizados para estudantes, investigadores e público interessado no conhecimento dos usos, costumes e tradições dos povos Vanganguela.
Menongue – Cinco mil exemplares da segunda edição do livro “O Mundo Cultural dos Ganguelas” estão disponibilizados para estudantes, investigadores e público interessado no conhecimento dos usos, costumes e tradições dos povos Vanganguela.
A informação foi avançada, esta sexta-feira, pelo bispo da Diocese de Menongue, Leopoldo Nadakalako, à saída de uma audiência com o governador da província do Cubango, José Martins.
O prelado considerou simbólica a audiência, por coincidir com a apresentação da segunda edição da obra, cuja primeira publicação ocorreu em 2001, sob iniciativa do então bispo de Menongue, José de Queiroz, em colaboração com investigadores e membros da comunidade local.
Dom Leopoldo Nadakalako disse que a obra mereceu o reconhecimento das autoridades da Cultura, através do Prémio Nacional de Cultura, e encontrava-se há algum tempo esgotada no mercado, facto que motivou a produção de uma nova edição para responder à procura, sobretudo por parte das novas gerações.
Explicou que o livro pretende contribuir para que os estudantes e demais interessados conheçam melhor a cultura, os usos e costumes locais e recorrer às fontes de sabedoria das comunidades para compreender o passado, iluminar o presente e construir um futuro assente na concórdia e na paz.
“Temos um total de cinco mil exemplares”, afirmou, acrescentando que a quantidade deverá responder, numa primeira fase, às necessidades dos estudantes e de outras pessoas interessadas em aprofundar o conhecimento sobre a cultura da região.
Relativamente à produção literária na província do Cubango, Leopoldo Nadakalako reconheceu os avanços registados, sobretudo no domínio da investigação e do ensino superior, embora há necessidade de maior produção de livros sobre a realidade cultural local.
Considerou igualmente importante valorizar os trabalhos académicos desenvolvidos pela juventude, particularmente as teses que vêm sendo defendidas, por constituírem contributos para a sistematização científica do conhecimento e para o enriquecimento da literatura nacional.
Sobre as diferenças entre a primeira e a segunda edição, esclareceu que o conteúdo da obra sofreu poucas alterações, por se tratar de um livro já consagrado e distinguido com o Prémio Nacional de Cultura.
Esclareceu que as principais mudanças estão relacionadas com as imagens, em que foram retiradas algumas fotografias da primeira edição devido às limitações técnicas do processo gráfico utilizado em 2001.
A autoria da obra é atribuída à Secretaria Diocesana de Pastoral, o que representa, segundo o bispo, um contributo da igreja para o conhecimento e valorização da cultura local e nacional. LC/PLB



