A cantora e intérprete Tina Bunga abrilhantou os espectadores com clássicos do cancioneiro nacional e celebrou a identidade cultural angolana, quinta-feira à noite, no palco do Memorial Dr. António Agostinho Neto, em Luanda.
Com a sala completamente cheia de fãs, familiares e colegas, a artista levou o público a uma viagem musical, por meio de obras do cancioneiro nacional, revisitando sonoridades tradicionais com abordagem contemporânea.
Quando o relógio marcava 19h08, a anfitriã da noite subiu ao palco, trajada com vestido de pano africano de cor viva, que transmite elegância da mulher do continente Berço da Humanidade. Com pés descalços e ao som da música “Ngolo Zaku”, da autoria de Irmã Sofia, Tina Bunga deixou a plateia animada, no primeiro contacto com o público.
De seguida, cantou “Caminho do Mato”, poema do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, tendo conseguido ganhar os primeiros aplausos da plateia.
O concerto foi avivado, ao interpretar a canção “Monami”, original de Lourdes Van-Dúnem, “adoçando”, assim, a noite de espectáculo. Tina Bunga voltou a soltar a voz em “Belina”, deixando a assistência aos gritos, que, em simultâneo, cantava em coro com a cantora.
Para a grande surpresa da noite, a intérprete e professora chamou ao palco a colega Arya, e juntas interpretaram a música “Chamar a música”, da autoria de Sara Tavares, causando euforia na plateia.
Tina Bunga colocou o pé no “acelerador”, ao musicalizar “Desespero”, de Robertinho, e estremeceu os convivas. Para concluir, a anfitriã da noite cantou “Mokeli”, tema autoral, e posteriormente puxou “Teresa Ana”, de Waldemar Bastos. Cantou “Ntoio”, de Teta Lando e rapsódio de nkembo, com destaque para “Tia” e o público pediu “bis” e finalizou “Tata Nketo”, de Teta Lando.



