Adeptos do futebol na cidade do Uíge aguardam com grande expectativa a realização da Supertaça no dia 16 do corrente mês no Estádio Nacional Vicy António entre o Petro de Luanda e o Wiliete Sport Clube de Benguela. O jogo que coloca frente-a-frente o campeão do Girabola (Petro) e o vencedor da Taça de Angola (Wiliete) abre a época futebolística 2026/2027. Os oponentes representam o país na Liga de Clubes Campeões da CAF.
A escolha do palco do jogo da 41.ª edição resulta depois da vistoria feita pela Federação Angolana de Futebol (FAF) aos Estádios Vicy António e Tundavala no Lubango.Em declarações ao Jornal de Angola, Francisco Jorge destacou a visão da FAF na promoção da modalidade no país. “A escolha da nossa província para receber a Supertaça representa uma conquista local e uma estratégia bem definida pelas entidades desportivas. Os adeptos vão ter a oportunidade de acompanhar de perto jogadores de referência do nosso futebol”, aferiu. Para o sucesso do evento, Francisco Jorge apela às entidades locais à facilitação de acesso ao recinto de jogo para evitar constrangimentos antes, durante e depois do jogo. “O público precisa viver a festa do futebol com segurança e tranquilidade num espaço que vai absorver 10 mil espectadores. Esperamos uma organização bem estruturada no controlo das entradas e saídas do estádio. Auguramos que ter boas condições de observação de jogo e Uíge deixe uma imagem positiva no acolhimento desta competição”, avaliou. Manuel Fonseca, adepto do Petro de Luanda, destacou a mobilização da população, uma acção já em curso, em torno do “grande espectáculo” pela qualidade dos plantéis em campo. “É um jogo de elevado nível competitivo por envolver duas formações com ambições renovadas para a nova época e preparadas para dignificar o futebol angolano. O mais importante é que possamos assistir a uma partida de boa qualidade”, analisou. Fonseca vaticinou o resultado da contenda: “Estou confiante na vitória do Petro de Luanda, embora reconheça a capacidade competitiva do Wiliete. É um bom jogo em perspectiva”.Francisco Jorge e Manuel Fonseca apelam ao fair play dentro e fora do campo: “A rivalidade deve haver apenas dentro das quatro linhas”. A realização da Supertaça traz ganhos à província. Os dois entrevistados apontam a promoção da imagem na região e maior procura nos sectores de hotelaria, restauração e transportes.“São ramos de negócios que vão encaixar receitas fora do volume normal dado à presença de equipas, adeptos, dirigentes e visitantes”, disse.




