Luanda - Angola participa de 28 a 30 deste mês, em Windhoek, Namíbia, no Motocross das Nações Africanas, com quatro pilotos, de 10 a 17 anos de idade, visando ganhar experiência internacional, informou à ANGOP, este sábado, em Luanda, o vice-presidente da Federação de Motociclismo, Hélder Lopes.
Luanda - Angola participa de 28 a 30 deste mês, em Windhoek, Namíbia, no Motocross das Nações Africanas, com quatro pilotos, de 10 a 17 anos de idade, visando ganhar experiência internacional, informou à ANGOP, este sábado, em Luanda, o vice-presidente da Federação de Motociclismo, Hélder Lopes.
De acordo com o dirigente desportivo, o país será representado por Zion de Araújo, na classe de 65 centímetros cúbicos (CC), Miguel da Silva e Marco Ramalho, ambos nos 85 CC, e Diego dos Santos (125 CC), sob orientação técnica de Tomás Chabula, os quais viajam para Windhoek no próximo dia 21.
A modalidade, que movimentou multidões nos anos 90 no país, marca presença além-fronteiras nas vestes de selecção nacional pela primeira vez, desde a constituição da Federação Angolana de Motociclismo (FAM), em Novembro de 2024.
Hélder Lopes considerou histórica a presença de Angola na prova, por assinalar o início da participação em competições internacionais sob o controlo da nova federação, e apelou aos pilotos para que se empenhem e representem condignamente o país.
Por sua vez, o piloto Diego dos Santos disse estar a cumprir um período de preparação muito exigente, que o leva a conciliar a técnica em pista com o trabalho de ginásio, para atingir uma performance à altura da competição, na qual promete contribuir para a afirmação do motocross angolano.
O Motocross das Nações Africanas é uma competição sob a égide da Confederação Africana de Motociclismo (FIM África), entidade continental ligada à Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
Iniciada em 1999, em Harare, capital do Zimbabwe, a prova reúne atletas de diferentes países do continente, devendo contar, este ano, além de Angola, com a participação de selecções da África do Sul, Zimbabwe, Zâmbia, Quénia, Uganda, Senegal, Madagáscar e da anfitriã, Namíbia, num universo de mais de 100 pilotos.
Dados da FIM África apontam a única participação de Angola, em 2013, em Cape Town, onde terminou na sexta e última posição, numa prova ganha pela África do Sul, seguida do Zimbabwe, Zâmbia, Uganda e Quénia.
A última edição do Motocross das Nações Africanas aconteceu em 2025, em Harare (Zimbabwe), e teve como vencedora, uma vez mais, a selecção sul-africana.
O Zimbabwe é o país que mais vezes acolheu a competição, com cinco edições, ao passo que a África do Sul é a selecção mais titulada da competição, com 19 conquistas. O Quénia ganhou por duas vezes e o Uganda uma. JAD/WR/VC



