BAL: Campeões quebram invencibilidade do Ittihad e marcham para segunda final consecutiva

O Petro de Luanda venceu, hoje, o Al Ittihad Alexandria, por 96-74, e quebrou o registo invencível egípcio, (8-0), nas meias-finais da Basketball Africa League (BAL), para voltar à final pela terceira vez, onde vai defender o título.
Se houvesse uma definição para o jogo de hoje seria: “fibra de campeão”.
O Petro dominou nas principais categorias estatísticas: nas tabelas fez 45 ressaltos contra 31 do Al Ittihad Alexandria, em assistências fez 23 contra 17, em roubos de bola dez contra sete, em eficácia de tiros exteriores registou 49% contra 40%, a nível de dois pontos teve 54% contra 53%, e em triplos e na linha de lances livres esteve substancialmente melhor do que os adversários com 40% contra 19% e 85% contra 62%.
Quanto ao banco da formação angolana marcou 60 pontos contra 35 anotados pelos egípcios.
Embora, o Al Ittihad Alexandria até tenha estado a ganhar por 8-5, no primeiro período, o Petro deu à volta ao resultado e terminou na frente em todos os quartos da partida (25-22, 20-18, 22-12 e 29-22).
Na quadra, não houve dúvidas de que os comandados de Sergio Moreno foram melhores, com Kendrick John Ray a ser aquele que mais pontuou, com 21 pontos, seguido de Aboubakar Gakou, com 17 pontos, e Patrick Gardner com 14.
Do lado do Ittihad, Majok Deng fez 17 pontos e o jogador mais valioso da BAL 2024, Jo Lual-Acuil Jr., impactou o duelo com 16 pontos, seis ressaltos e sete assistências.
Em busca de construir uma hegemonia:
Para os petrolíferos, a Basketball Africa League significa pelo menos ir até às meias-finais, porque até aqui são os únicos a nunca terem falhado chegar a essa fase.
Todavia, ir à final pode ser considerada, igualmente, uma constante.
Para que se tenha uma ideia, só em 2023 (terceira edição) é que o Petro não subiu ao pódio. Em cinco épocas, o conjunto de basquetebol masculino do Eixo-Viário sempre esteve entre os três primeiros, tendo conquistado a prova à quarta tentativa, já com Sergio Moreno como treinador principal.
O espanhol, que procura defender o título, substituiu o brasileiro José Neto no comando técnico, que ajudou a estabelecer os alicerces de uma cultura vitoriosa, a nível nacional, e a montar uma formação mais competitiva desde o começo da BAL, sendo eleito treinador do ano pela organização do torneio no ano inaugural.
Ganhar a Basketball Africa League não se trata apenas de prestígio ou de se afirmar como um gigante na modalidade no plano continental, uma vez que a competição dá acesso à Taça Intercontinental, organizada pela Federação Internacional de Basquetebol (FIBA).
É ainda vital do ponto de vista comercial e financeiro, por que abre portas para atrair um maior número de patrocínios e marcas de renome, interessadas em colaborar com o clube, como se pode ver pela parceria estabelecida com a Puma para fornecer calçado desportivo aos atletas.
Em 2024, quando o Petro ganhou em Kigali frente ao Al Ahly Benghazi, por 107-94, a equipa angolana interrompeu um ciclo vitorioso norte-africano iniciado pelo Zamalek, em 2021, seguido pelo US Monastir, em 2022, e fiinalizado com o Al Ahly, em 2023.
Agora, o tricolor pode fazer o que ainda não foi feito, ser bicampeão, mas para isso tem de superar o Al Ahli Tripoli que derrotou o APR do Rwanda na outra meia-final.



