O presidente da Federação Angolana de Boxe (FABOXE), Carlos Luís, destacou a competitividade e bravura dos pugilistas nos campeonatos nacionais, em iniciados, cadetes, escolar e juniores, disputados no Pavilhão Anexo Número II da Cidadela.
Em declarações ao Jornal de Angola, o dirigente garantiu que a modalidade está no bom caminho, em função do desempenho demonstrado na competição. “Precisamos apostar na base para obtermos excelentes resultados no futuro. No próximo ano, alguns estarão no escalão sénior e será uma dor de cabeça para as equipas técnicas. Foi uma grande prova e honraram os espectadores”. Em jeito de balanço, o presidente da FABOXE argumentou: “Superou às expectativas. Foi uma participação massiva, onde o nível técnico esteve em alta. Destaco a bravura e a competitividade durante os quatros dias. Decidimos organizar os campeonatos em simultâneo, devido às pausas escolares registadas no momento. Queremos dar maior competitividade aos pugilistas e os resultados mostram que há trabalho a nível da base. Depois vamos competir de igual para igual com os adversários continentais”. Convidado a avaliar a arbitragem, devido às reclamações feitas pelo Interclube, Carlos Luís defende a aposta na formação contínua dos juízes para que haja melhorias significativas. “A questão da arbitragem não é uma situação recente. Por isso, lançamos novos árbitros na prova. Estamos a apostar na formação, no sentido de melhorar e dar maior experiência, pois mais tarde substituem os que vão à reforma”. Mais do que reclamar, segundo o dirigente, “é necessário os treinadores olharem para a qualidade técnica dos seus pugilistas. Há um nível técnico na maior parte dos casos, mas alguns deixam a desejar. O boxe é uma disciplina com regras, apesar de ter desferido um golpe, não significa que atingiu o adversário, e os pontos podem ser retirados. O golpe tem que ser executado com perfeição e eficácia”.




