“Braço-de-ferro entre FAF e Pedro Gonçalves pode agravar-se de forma negativa para Angola”, diz analista

“Era bom que a própria federação informasse com verdade, para sabermos então o que está na base disso tudo. É uma dívida que penalizou também a própria Federação Angolana de Futebol, a FIFA melhora, impõe algumas tensões, a Federação Angolana de Futebol. Isto se continuar assim, esta medida pode ser agravada”, sublinhou.
Esta reacção o comentador desportivo surge numa altura em que o advogado de Pedro Gonçalves, antigo seleccionador dos Palancas Negras, contesta a versão da Federação Angolana de Futebol (FAF), e sustenta que o órgão reitor do futebol nacional continua em incumprimento das obrigações financeiras.
Segundo Gonçalo Almeida, o comunicado da FAF não corresponde integralmente a verdade material dos factos, pelo facto de a retenção de 60% das verbas do programa da FIFA manter-se até que a situação seja regularizada.
Entretanto, esta é uma versão rejeitada pela FAF que garante ter liquidado todos os valores previstos no contrato, incluindo a indeminização, cujos comprovativos assegura ter enviado ao órgão máximo do futebol mundial.
Para João Victor, esta situação que mancha o futebol nacional deve ser ultrapassado com maior transparência possível, daí alerta para os impactos que podem causar este braço-de-ferro.
“Este problema surge numa altura em que deviam ser novos ventos para o futebol nacional. O desporto no geral, e é bem verdade que com essas excepções, de certa forma, acabam por ter um impacto negativo naquilo que é o desporto nacional, uma vez que o futebol no nosso país é uma modalidade rainha”, alertou João Victor.
O caso de braço de ferro entre Pedro Gonçalves e a FAF continua a revelar novos capítulos, numa altura em que analistas e especialistas em assuntos desportivos alertam o órgão reitor do futebol nacional a primar pela transparência na gestão desta crise com o antigo seleccionador dos Palancas Negras.


