Cabo Dias, jornalista desportivo, defende que com a realização do Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola, haverá muitos ganhos, com realce para as equipas das outras províncias, cujo suporte financeiro é insuficiente.
“Infelizmente, nem todos os participantes partem em igualdade de circunstâncias. Só um terço tem o apoio financeiro do Estado, o Petro de Luanda, 1.º de Agosto, Interclube, Bravos do Maquis e Sagrada Esperança. Ou seja, cinco equipas partem em vantagem na prova. Deve haver mais uma ou duas formações com ligeira superioridade em relação às outras”. Para inverter o quadro, Cabo Dias apresentou a seguinte sugestão: “Todas devem partir do zero. O Estado pode repartir uma quantia financeira, em vez de beneficiar um grupo”. Em relação ao actual formato da competição, o jornalista desportivo argumentou: “A Liga traz muitas vantagens. Na época transacta houve um valor para as equipas. A diferença é que o campeão do Girabola levou um pouco mais. Se todas pudessem receber 50 ou 100 milhões de kwanzas, daqui a três anos o vencedor do campeonato não será de Luanda”.




