Definição de planos marca reunião de trabalho da IHF

A definição de estratégias, a implementação de programas para maior participação das mulheres no andebol, a criação de condições visando à permanência e a progressão na modalidade, dominaram a primeira reunião do grupo de trabalho da Federação Internacional (IHF).
O evento realizado nos dias 8 e 9 deste mês na cidade de Pitești, Roménia, contou com a participação da antiga internacional e vice-presidente da Federação Angolana de Andebol (FAAND), Nair Almeida, única representante do continente africano. O encontro contou também com a presença do presidente da IHF, Hassan Mustafa e dos membros do Comité Executivo da IHF. Os participantes tiveram a oportunidade de partilhar experiências e boas práticas, tendo em conta as diferentes realidades dos respectivos continentes. Em declarações ao Jornal de Angola, a vice-presidente da FAAND realçou outros temas abordados no evento intercontinental. “Outro tema de destaque foi a preparação das jogadoras para a etapa de transição, ou seja, após o término da carreira. A meta é incentivar a continuidade no desporto, por via de novas funções, designadamente como treinadoras, árbitras ou dirigentes”. A reunião abordou também questões relacionadas com as políticas de protecção, segurança e prevenção das diferentes formas de abuso contra as mulheres no desporto, reforço da criação de ambientes seguros e inclusivos. “A proposta do programa da IHF “Mulheres no Desporto 2026-2029” mereceu atenção dos participantes. Trata-se de uma iniciativa que visa reforçar a participação, a liderança e o desenvolvimento das mulheres no andebol e no desporto em geral. O grupo é composto por oito mulheres em representação dos diferentes continentes e de várias áreas do andebol, ou seja, temos árbitras, delegadas, treinadoras, agentes e dirigentes desportivas”. A participação africana no fórum, segundo a dirigente, representa uma oportunidade para a partilha de experiências, contribuição na definição das estratégias internacionais, fortalecimento do papel das mulheres no desenvolvimento do andebol, promoção maior das oportunidades e uma participação mais activa a todos os níveis. O grupo de trabalho teve o privilégio de assistir a final do Campeonato do Mundo júnior feminino, ganho pela Espanha.


