A Selecção Nacional ficou reduzida a quatro pilotos para a disputa do Campeonato Africano das Nações de Motocross, depois da desistência de Gabriel Barros, da classe MX 65 cc, prova que se disputa de 28 a 30 deste mês, em Windhoek, capital da Namíbia.
A desistência do piloto do TM10 Racing Team foi confirmada ontem pelo presidente da Federação Angolana de Motociclismo (FAM), Marcos Fonseca, durante a cerimónia oficial de entrega da Bandeira aos integrantes da delegação, realizada na Galeria dos Desportos, em Luanda.
Em declarações à imprensa, no final do acto, o dirigente explicou que a decisão de retirar Gabriel Barros da competição foi tomada pela estrutura responsável pelo piloto e posteriormente comunicada à Federação.
“Vamos para a Namíbia com as equipas que aceitaram as condições possíveis criadas pela Federação. Temos de voltar as atenções aos bravos rapazes cujas equipas responderam à convocatória para representar o país neste Africano”, afirmou.
A saída de Gabriel Barros constitui a segunda baixa na equipa inicialmente convocada pela FAM para o Campeonato Africano das Nações. Antes, o campeão provincial da classe 250 cc, Fernas Baptista, havia anunciado a desistência, alegando discordâncias relacionadas com a logística preparada pela Federação para a participação no evento.
Sobre o caso de “Fernas”, Marcos Fonseca disse ter mantido uma conversa pessoal com o piloto, durante a qual foram apresentados os argumentos que sustentaram a decisão de não participar na competição.
“A equipa do Gabriel Barros não aceitou. A equipa do Fernas fez um pronunciamento público sobre o facto. Eu falei com ele, apresentou os argumentos, que até certo ponto fazem algum sentido, mas existem questões que devem ser colocadas directamente ao próprio piloto”, explicou.




