O treinador do FC Cabinda, Zola Nseka, denunciou as dificuldades logísticas enfrentadas pela equipa antes do jogo de estreia no Girabola 2026/27, diante do Recreativo do Libolo, disputado no Uíge.
Segundo o técnico, a comitiva do FC Cabinda chegou ao local da partida com o plantel dividido, tendo parte dos jogadores viajado de catamarã, enquanto o grupo que integrou o onze chegou ao estádio apenas cerca de 30 minutos antes do início do jogo.
“Viemos aqui no Uíge com o plantel dividido, sendo que um grupo deslocou-se de catamarã e a equipa que foi a jogo chegou ao estádio hoje (sábado) às 15h00 para jogar às 15h30. Isso é incrível, nunca vi isto na minha vida!”, afirmou.
Zola Nseka lamentou ainda que os jogadores tenham entrado em campo sem terem almoçado, questionando as condições em que a equipa foi obrigada a disputar a primeira jornada do campeonato.
“Chegamos aqui e logo jogamos, os jogadores nem sequer almoçaram. Qual é o resultado que o povo terá que esperar?”, questionou.
Visivelmente emocionado, o treinador considerou a situação incompatível com as exigências do futebol profissional e pediu explicações às entidades responsáveis pela gestão do futebol em Cabinda.
“Estou a lagrimar, faltam palavras para falar; isso não é futebol! Aqueles que estão à frente de Cabinda, o que se passa? É sempre Cabinda?”, desabafou.
As declarações colocam em evidência as dificuldades logísticas enfrentadas pelo FC Cabinda na deslocação para a estreia no Girabola 2026/27 e levantam questões sobre as condições asseguradas aos clubes antes das competições nacionais.



