Razões de natureza organizativa, regulamentar, técnica, logística e financeira estiveram na origem da ausência das selecções nacionais de basquetebol Sub-18 no Torneio de Apuramento da Zona VI, disputado entre 25 e 30 de Julho, em Harare, Zimbabwe. A prova serviu de qualificação para o Africano da categoria, do qual a fase final arranca hoje até 16 do corrente, em Abidjan, Côte d'Ivoire.
Segundo um comunicado da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), assinado pelo presidente da direcção, Moniz Silva, consultado pelo Jornal de Angola, a decisão de não participar resultou da conjugação de vários factores que impediram a preparação adequada das selecções nacionais, de acordo com os padrões exigidos pela FIBA África e com a responsabilidade inerente à representação do país. Inicialmente previsto para o Botswana, o torneio foi transferido para Harare, por decisão do Bureau Central da FIBA África. A FAB tomou conhecimento da alteração a 4 de Julho, dispondo de poucos dias para confirmar a presença, cujo prazo terminou a 10 do mesmo mês. O documento refere ainda que, durante o período, seria necessário identificar e observar atletas, definir as convocatórias das selecções masculina e feminina, realizar estágios de preparação, efectuar avaliações médicas, tratar dos vistos, adquirir passagens aéreas, assegurar o alojamento e organizar toda a logística das delegações. Segundo a direcção do órgão reitor da modalidade no país, o processo exigiria, no mínimo, três semanas de preparação. Face a este cenário, a Federação concluiu que não existiam condições para garantir uma participação que respeitasse os padrões mínimos de qualidade, segurança e competitividade estabelecidos pela FIBA África. No comunicado, a instituição esclarece ainda que a ausência não resulta de falta de vontade institucional nem de desinteresse pela competição. O organismo reafirma o compromisso com o desenvolvimento do basquetebol em Angola e garante que continua a colaborar activamente com a FIBA África e com a Zona VI. Entretanto, o Zimbabwe assegurou a qualificação para a fase final do Afrobasket Sub-18, em masculinos e femininos, mas acabou por desistir devido à falta de verbas. Rwanda e Chade beneficiaram de convites (wild cards) atribuídos pela FIBA África.




