Flamenco e Tango ditam ritmo na final

A irreverência de Lamine Yamal e a experiência de Lionel Messi estarão hoje em destaque, às 20h00, no Estádio MetLife, em New Jersey, na grande final do Campeonato do Mundo entre Espanha e Argentina, competição disputada desde 11 de Junho, nos Estados Unidos, México e Canadá.
A jovem estrela espanhola encontra-se no início de uma carreira promissora, enquanto o astro argentino prepara-se para a despedida do maior palco do futebol mundial. Os dois futebolistas cruzaram-se pela primeira vez há 19 anos. Em 2007, o Barcelona promoveu um sorteio solidário para um calendário da UNICEF. O prémio consistia numa fotografia com a então jovem promessa do clube, Lionel Messi, que tinha apenas 20 anos. La Pulga desconhecia que estava a segurar ao colo um bebé destinado a tornar-se uma das maiores figuras do futebol. A criança na fotografia era Lamine Yamal, o prodígio que hoje encanta o mundo ao serviço do Barcelona e da selecção espanhola. O destino encarregou-se agora de colocá-los frente-a-frente na decisão do título mundial. Dezanove anos depois, poucos imaginavam que este duelo aconteceria numa final do Campeonato do Mundo. Yamal procura conquistar o primeiro título mundial, enquanto Messi pretende alcançar o bicampeonato. Perante a qualidade das duas selecções, torna-se difícil apontar um favorito. Ambas construíram, com mérito, o caminho até à final e apresentam argumentos suficientes para erguer o troféu. A Argentina defende o título conquistado em 2022, no Qatar, após vencer a França na marcação de grandes penalidades. Os actuais campeões enfrentaram um percurso exigente, com duas eliminatórias resolvidas apenas após prolongamento, diante de Cabo Verde e da Suíça. A equipa sul-americana soma ainda uma série de 15 vitórias consecutivas em jogos a eliminar desde 2019, sequência que inclui encontros da Copa América, da Finalíssima e dos Campeonatos do Mundo de 2022 e de 2026. Na fase de grupos, a Argentina venceu o Grupo J com nove pontos. Derrotou a Argélia por 3-0, superou a Áustria por 2-0 e bateu a Jordânia por 3-1. Nos dezasseis-avos-de-final eliminou Cabo Verde por 3-2, afastou o Egipto nos "oitavos" pelo mesmo resultado, venceu a Suíça por 3-1 nos "quartos" e derrotou a Inglaterra por 2-1 nas meias-finais, após uma notável reviravolta. A Espanha chega ao encontro com uma impressionante série de 37 jogos sem perder no tempo regulamentar, resultado de 28 vitórias e nove empates, igualando o recorde da Itália. A selecção espanhola disputa a segunda final da sua história, depois da conquista alcançada em 2010, na África do Sul. Os campeões europeus terminaram o Grupo H na liderança, com sete pontos, fruto de duas vitórias e um empate. Empataram com Cabo Verde (0-0), golearam a Arábia Saudita por 4-0 e venceram o Uruguai por 1-0. Na fase a eliminar, afastaram a Áustria por 3-0, eliminaram Portugal por 1-0, superaram a Bélgica por 2-1 e venceram a França por 2-0 nas meias-finais, numa exibição de elevado nível. O equilíbrio entre as duas selecções reflecte-se também na identidade de jogo, embora cada uma apresente características próprias. Duelo adiado em Março acontece em JulhoDepois do adiamento da Finalíssima, competição que coloca frente-a-frente o campeão do mundo e o campeão europeu, Argentina e Espanha voltam a encontrar-se no tão aguardado duelo. Inicialmente marcado para Março, o encontro acabou suspenso devido ao conflito armado no Médio Oriente. O destino quis, contudo, que as duas selecções marcassem encontro na grande final do Campeonato do Mundo, para satisfação dos adeptos do desporto-rei. O historial de confrontos revela um equilíbrio absoluto. Em 14 partidas disputadas, cada selecção conquistou seis vitórias, enquanto dois jogos terminaram empatados. Esloveno apita partida decisivaO esloveno Slavko Vincic foi nomeado para arbitrar a final do Campeonato do Mundo de futebol, que vai opor a Espanha à Argentina, detentora do troféu, hoje, nos Estados Unidos, anunciou na sexta-feira a FIFA.O juiz, de 46 anos, vai ser auxiliado pelos compatriotas Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic, enquanto Adham Makhadmeh e Mohammad Alkalaf, ambos da Jordânia, desempenharão as funções de quarto árbitro e árbitro de reserva, respectivamente.Como habitualmente, a FIFA ainda não anunciou a equipa do VAR.Slavko Vincic, internacional desde 2010 e a cumprir o seu segundo Mundial seguido, dirigiu três encontros nesta fase final: Brasil-Marrocos (1-1), Jordânia-Argélia (1-2), ambos da fase de grupos, e México-Equador (2-0), dos dezasseis-avos-de-final.


