O técnico Hélder Teixeira está próximo de assumir o comando técnico do Ferrovia do Huambo, clube que vai disputar o Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão, a Segundona, na época 2026/2027.
O treinador deve assinar um contrato válido por uma temporada, caso as condições apresentadas à direcção sejam satisfeitas.
“Estou no Ferrovia, mas ainda não assinei. Apresentei algumas condições relacionadas com os atletas e, caso não sejam cumpridas, não haverá casamento. Ainda estamos em negociações. Diria que o processo está a 70 por cento e vamos ver se a direcção consegue cumprir os restantes 30. Se tudo correr como previsto, até quarta-feira terei o contrato assinado”, explicou ao Jornal dos Desportos.
Apesar das reservas, o treinador mostra-se optimista quanto à conclusão das negociações e reconhece o esforço da direcção do clube para garantir a sua contratação. “Tudo indica que sim, pelo esforço que a direcção está a fazer”, acrescentou.
Os locomotivas do Planalto Central vão disputar a Segundona na próxima época na sequência da inscrição irregular de um jogador, situação que ditou a sua despromoção administrativa.
Antes de aceitar o convite do Ferrovia, Hélder Teixeira recusou propostas de várias equipas do segundo escalão, entre as quais o Santa Rita de Cássia, do Uíge. A decisão, porém, acabou por sofrer uma reviravolta, sobretudo por razões pessoais e pela vontade de permanecer mais próximo da família.
“Mudei de ideia porque estou há 10 anos a trabalhar fora da província do Huambo, onde resido actualmente. Tenho também alguns negócios aqui e gostaria de acompanhar tudo isso durante um ano. Além disso, quero ficar mais perto da família”, revelou o antigo técnico do Recreativo do Libolo.
A permanência no Ferrovia deverá, por isso, limitar-se a uma época. Hélder Teixeira pretende regressar ao principal escalão do futebol doméstico e encara a passagem pela Segundona como uma etapa estratégica da carreira.
“Pretendo assinar um contrato de um ano porque considero-me um treinador de Primeira Divisão e não de Segunda. Isto é apenas uma questão estratégica”, sublinhou.
Para o profissional, o desafio apresenta-se claro: devolver o Ferrovia do Huambo ao convívio dos grandes. Para o técnico, a passagem pelo clube só fará sentido se terminar com a promoção à elite do futebol nacional.




