As dívidas acumuladas pelo 1.º de Agosto e a interdição de contratar jogadores podem colocar em causa a continuidade do clube nas competições nacionais, alertou o analista para o basquetebol Herlânder Coimbra, ao comentar o processo que deu entrada na Federação Angolana de Basquetebol (FAB).
Segundo o antigo internacional angolano, a actual direcção do emblema cometeu um erro ao assumir a gestão sem acautelar o pagamento dos passivos existentes aos atletas, tendo optado, posteriormente, por uma postura de confronto nas negociações. “Essa estratégia agravou o diferendo e conduziu ao actual impasse jurídico. A situação pode alargar-se a outros credores, pois o 1.º de Agosto possui dívidas relacionadas com contribuições para a Segurança Social de antigos funcionários, incluindo eu. Trabalhei 34 anos na instituição”, revelou. O pentacampeão africano considera que, caso mais lesados recorram aos tribunais, o clube corre o risco de enfrentar consequências mais graves. Coimbra manifestou, também, preocupação com o documento entregue à FAB, por entender que o mesmo impede a agremiação de inscrever ou contratar jogadores, tanto no mercado interno como externo, além de afastá-la de todas as competições sob a égide da Federação. Relativamente ao silêncio da FAB, Herlânder Coimbra acredita: “O organismo reitor está a proceder à análise exaustiva do processo antes de emitir qualquer pronunciamento. Nesta fase, o clube dispõe de pouca margem para alterar o desfecho. As tentativas de entendimento não produziram resultados e o processo já transitou em julgado”.




