A final do Mundial é o alvo perseguido por todos os participantes da mais cobiçada competição de futebol. Ao longo da história, alguns "casos isolados" impactaram o planeta, conforme fica evidente nalgumas curiosidades que perduram ao tempo, porque são passadas de geração a geração.
Manobra agridoce brasileiraO Maracanaço, como ficou apelidado o desaire de 2-1 com o Uruguai, ainda é das feridas insaráveis da selecção brasileira, mas muita gente desconhece que não se tratou de uma final. Por sugestão do Brasil, organizador do Mundial de 1950, a FIFA aceitou a solução do quadrangular para determinar o campeão. Apenas os vencedores dos grupos tiveram o privilégio de disputar a coroa planetária. Cada um deles disputou três jogos sem direito a uma segunda volta. Este é o motivo por que a Espanha e a Argentina vão disputar no domingo a final 22 da edição 23 do Mundial por causa do precedente estabelecido em 1950. Capitão por todos imitadoAs versões divergentes de modo algum diminuem o impacto do gesto inovador de Bellini, capitão da selecção brasileira de 1958. Ao erguer a taça acima da cabeça, suposto acto de gentileza aos fotógrafos, mudou o curso da história, sobretudo, dos mundiais. Foi o primeiro a proceder com exactidão assim! Manobra GarrinchaO vermelho perdoado ao atacante americano Balogun para enfrentar a Bélgica nos oitavos-de-final do Mundial 2026 deu alvo a especulações, mas não foi a primeira vez em que a FIFA agiu desta maneira. Ora, antes da final de 1962, a Confederação Brasileira dos Desportos agiu nos bastidores para tirar pleno proveito da falha do árbitro: não colocou no relatório a expulsão do influente Garrincha. À época, não existiam cartões. Os atletas apenas eram convidados a abandonar o relvado, como aconteceu com Garrincha na meia-final com o Chile. Sem o lesionado Pelé, os dirigentes brasileiros usaram o "esquecimento" do árbitro como argumento para recorrer do castigo. Garrincha jogou a final que deu o bis. É curioso que foi a primeira e única vez uma selecção vencer duas vezes seguidas. Truque do chapéuPor causa da polémica do golo inglês, que deu o 3-2, a final de 1966 é até hoje mais lembrada por essa mancha do que pelo exuberante feito de Geoff Hurst, protagonista no 4-2 da Inglaterra sobre a RFA, obtido no prolongamento. Pela primeira, um jogador recorreu ao truque do chapéu, ou seja, marcou três vezes numa decisão do Mundial: um recorde quebrado por Kylian Mbappé no Qatar'2022! Rei Pelé!A grandeza do Brasil e da Itália já era incontestável antes da final. Ao vencedor, estava reservada a coroa do tri. O primeiro da história. Sem dificuldades, o Brasil triunfou por 4-1. Pelé marcou um único golo, já tinha mais de mil antes da prova começar. Ele causou espanto geral ao sair pela porta grande: tinha apenas 29 anos, quando decidiu encerrar a carreira, depois do apito final do Mundial de 1970. O Rei Pelé ainda é o único recordista da história com três conquistas. No mesmo dia em que o técnico Zagallo também fez para si um nome célebre nos anais do futebol, como o primeiro a sagrar-se campeão mundial como atleta, 1958 e 1962, e treinador. Em 1994, tornou-se intocável com uma quarta conquista, mas como coordenador técnico da selecção brasileira. O alemão Franz Beckenbauer e o francês Didier Deschamps são os únicos que chegaram perto de Zagallo. A dupla também foi campeão como atleta e treinador. O brasileiro e o alemão já faleceram, apenas Deschamps está vivo. Encerra, hoje. o ciclo na selecção no Mundial 2026.




