O andebol angolano deixa de contar com apito internacional, depois da despedida da única dupla com esta categoria, Escurinho Antonio/Élvio Gomes, consumada após actuação na final feminina da Taça de Angola.
No final da prova, a Federação Angolana de Andebol (FAAND) realizou uma breve homenagem aos dois especialistas que deixam as quadras para assumir cargos no dirigismo desportivo. "Deixamos de arbitrar por questões de funções, ou seja, tornei-me membro da CAR, chefe da Zona VI, e o Élvio tornou- se vice presidente do Conselho Nacional de Arbitragem", disse Escurinho à nossa reportagem. A dupla, de 40 anos, 20 dos quais a apitar, encerra a carreira não por limite de idade, uma vez que a nível da Confederação Africana de Andebol, os técnicos da arbitragem podem fazê-lo até perto ou para lá dos 50 anos. "Quanto à idade, o regulamento diz que é até aos 50 anos, mas podes dar seguimento se as condições físicas o permitem", acrescentou. Mas foi, em 2014 que Escurinho António e Élvio Gomes alcançaram o estatuto de elite africano, ao serem credenciados pela Confederação Africana de Andebol (CAHB), tornando-se árbitros internacionais.




