Jerson Emiliano, árbitro assistente internacional, defende a formação de um trio angolano na Elite A da arbitragem africana, com o objectivo de alcançar boa prestação e posicionamento nas competições continentais e mundiais.
O fiscal de linha, 43 anos, garantiu ao Jornal de Angola, que tem a missão de motivar os colegas, mas aponta a profissionalização da estrutura interna e o alinhamento da formação contínua da classe como principais obstáculos. “Para colmatar a lacuna da falta de um árbitro principal, precisamos profissionalizar mais a nossa estrutura interna. Isso passa pela regularidade competitiva, investimento em infra-estruturas de treinos, e competências extra-campo. Ou seja, a fluência em línguas estrangeiras. É fundamental alinhar a formação aos mais elevados padrões internacionais”, sublinhou. Jerson Emiliano fez uma avaliação positiva da terceira participação no Campeonato do Mundo de Futebol disputado de 11 de Junho a 19 do corrente, nos Estados Unidos, Canadá e México. “Em todas as provas, o objectivo é chegar à final. Foi possível fazer três partidas e permitiu-me mostrar conhecimento e a qualidade que tenho. Sinto falta de um trio angolano. Vamos esquecer o passado e trabalhar no sentido de formar o mais rápido possível um trio com maior reconhecimento no continente e além-fronteiras”. O árbitro assistente não descarta a possibilidade de marcar presença no próximo Mundial: “Provavelmente, estarei na próxima edição. Mas, ainda é cedo. Temos todo talento possível, preparação e o conhecimento adquiridos ao longo da carreira”.




