Luanda - O futebolista Lionel Messi anunciou, segunda-feira, a retirada da selecção da Argentina, através de um comunicado divulgado nas redes sociais.
O avançado, de 39 anos, explicou que a decisão, embora dolorosa, foi longamente ponderada, segundo o site do jornal A Bola, citado pelo JA Online.
"Depois deste tempo que passou desde a final, e de pensar muito, quero comunicar a todos que me retiro da selecção… Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento", pode ler-se na nota.
O jogador assegurou ter dado sempre o máximo pela selecção albiceleste.
"Juro que deixei sempre tudo, não só nos últimos anos em que se ganhou tudo, mas também antes. Lutei sempre e dei tudo por esta camisola, para vos dar alegrias e fazer com que se sentissem orgulhosos de ser argentinos através do futebol", afirmou.
Messi confessou sentir-se esgotado e considerou ser a altura certa para dar lugar a uma nova geração.
"Esvaziei-me, já não tenho mais para dar e, além disso, vêm aí miúdos muito bons que merecem estar aqui", acrescentou, sublinhando que esta é uma etapa que lhe "dói muito" encerrar.
No comunicado, o capitão agradeceu o apoio recebido ao longo de duas décadas. "Obrigado por todo o carinho destes 20 anos. Vou sentir muita falta de vos ouvir lá de dentro. Agora serei mais um de vós, a apoiar sempre de fora", prometeu.
Os agradecimentos estenderam-se à família, treinadores, colegas e dirigentes que o acompanharam.
"Obrigado, Deus, por me teres feito argentino. Vamos, Argentina!".
Numa nota final, Messi revelou que a decisão já estava tomada há algum tempo: "Escrevi estas palavras a 21 de Julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com o meu pai, estou ainda mais convencido do que antes".
Pela Argentina, Messi venceu o Mundial 2022 e foi vice-campeão mundial em 2014 e 2026. Conquistou ainda duas Copas Américas, em 2021 e 2024, além dos Jogos Olímpicos em 2008 e o Mundial de sub-20 em 2006.



