Luís Caetano questiona as últimas prestações dos Palancas Negras no CAN 2025: “Será que estamos a aprender com os erros?”

O jornalista desportivo angolano, Luís Caetano, falou nesta sexta-feira, 26 de Dezembro, sobre a prestação da Selecção Nacional de Futebol, os Palancas Negras, no âmbito da preparação para o Campeonato Africano das Nações (CAN), Marrocos 2025, levantando dúvidas sobre a real capacidade da equipa em aprender com os erros cometidos nas últimas partidas.
Segundo Luís Caetano, apesar dos resultados e da entrega demonstrada pelos atletas, persistem aspectos recorrentes que continuam a comprometer o rendimento da equipa, nomeadamente a falta de consistência defensiva, dificuldades na transição ofensiva e alguma previsibilidade no modelo de jogo.
“Angola voltou a entrar em campo, desta vez frente ao Zimbabwe, com a missão clara de corrigir os erros do jogo de estreia frente à África do Sul. Mas o que se viu foi um filme repetido, com os mesmos protagonistas e falhas que nos levam a questionar: será que estamos a aprender com os nossos erros? A falta de pressão sobre o homem com a bola, a ausência de compensação nas transições defensivas e a lentidão na recuperação posicional foram marcas visíveis ao longo dos 90 minutos”, disse.
Segundo o jornalista, parecia que a equipa estava desligada do contexto competitivo que um CAN exige: “As alas trabalharam pouco, não ofereceram profundidade nem segurança defensiva, e no meio-campo, à excepção de Fredy que voltou a ser o motor da equipa, reinou a desorganização”.
“O golo do Zimbabwe nasce de uma sucessão de erros infantis: Tó Carneiro mal na reposição lateral, David Carmo fora da sua zona e a defesa, mais uma vez, exposta… É preocupante ver o pouco trabalho colectivo, principalmente na recuperação defensiva, numa competição que exige entrega total a cada minuto. Contra o Egipto, que tem outro andamento competitivo, o desafio será ainda maior”, acrescentou.
Luís Caetano, apelou igualmente a uma abordagem mais estratégica e realista na preparação da selecção, reforçando que o potencial dos Palancas Negras é inegável, mas que só com aprendizagem efectiva, disciplina táctica e maior maturidade competitiva será possível alcançar um desempenho condizente com as ambições do futebol angolano no próximo CAN.


