A carreira de um guarda-redes está, quase sempre, associada à longevidade, e Hugo Marques não foge à regra. Até ao final da presente época, o veterano guardião completa 41 anos.
O titular da baliza do Petro de Luanda é o jogador mais velho no activo no Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão, Girabola. A longevidade do atleta continua a despertar a curiosidade e a admiração dos adeptos da modalidade.
Nascido a 15 de Janeiro de 1986, em Portugal, Hugo Marques optou por representar a Selecção Nacional, tendo assumido, em várias ocasiões, o estatuto de titular das Palancas Negras, incluindo no último Campeonato Africano das Nações (CAN), disputado entre Dezembro do ano passado e Janeiro do corrente, no Reino de Marrocos.
O experiente guardião continua a dominar a baliza tricolor e mantém-se como a primeira escolha dos treinadores que passaram pelo clube desde a época 2022/2023, durante o segundo ano do técnico português Alexandre Santos.
Ao longo do percurso, Hugo Marques trabalhou com os treinadores Ricardo Chéu, Flávio Amado, em duas ocasiões, Franc Artiga e, actualmente, João Sousa.
O jogador soma quatro títulos de campeão nacional. Nas últimas quatro temporadas, não deu margem à concorrência e disputou a totalidade dos jogos em várias competições, entre as quais o Girabola, a Taça de Angola, a Supertaça e a Liga dos Clubes Campeões da CAF, desde as eliminatórias de acesso até à fase de grupos.
Gelson, Nathan, Aréola e Mualucano são alguns dos guarda-redes que disputaram a mesma posição, mas tiveram poucas oportunidades para entrar em campo, devido à consistência exibicional de Hugo Marques.
Na presente época, que começou com a Supertaça frente ao Wiliete de Benguela, prevê-se uma maior concorrência pela titularidade, sobretudo após a contratação de Neblu e Agostinho, dois guarda-redes habituais nas convocatórias da Selecção Nacional.
Hugo Marques iniciou a formação no Varzim e representou, nos escalões jovens, o FC Porto, o Tirsense e o Gil Vicente, entre outros clubes portugueses.
Em 2011, chegou ao futebol angolano para representar o Kabuscorp do Palanca. Após duas épocas ao serviço dos palanquinos, transferiu-se para o 1.º de Agosto, clube que representou em 2013 e 2014.
No final dessa etapa, deixou os militares devido ao ambiente conturbado criado com os adeptos. Regressou ao Kabuscorp do Palanca, em 2015, e, posteriormente, voltou a Portugal, onde representou o SC Covilhã e o Farense até à época 2020/2021.
Na temporada seguinte, aceitou o convite do Cape Town City, da África do Sul, onde realizou excelentes exibições e foi distinguido como o melhor guarda-redes do campeonato. O desempenho chamou a atenção do Petro de Luanda, que o contratou para reforçar a baliza.




