O antigo guarda-redes do Desportivo da TAAG (ASA), Avelino Matias Neto, conhecido no futebol por Maló, morreu no sábado, em Luanda, vítima de doença, depois de vários dias acamado devido a problemas de saúde.
A dois meses de completar 81 anos, a morte do antigo futebolista apanhou de surpresa a comunidade desportiva angolana, em particular a família do futebol, que perde uma das figuras marcantes da modalidade.
O antigo atleta do 1.º de Agosto, Napoleão Brandão "Lito", co-autor, com Sack Santos, do livro Glórias do Passado do Desporto Angolano, lamentou o desaparecimento de um dos mais emblemáticos guarda-redes da história do futebol angolano.
Em declarações ao Jornal de Angola, Lito revelou ter tomado conhecimento da morte de Maló através de um dos filhos do antigo guarda-redes.
Nascido a 30 de Novembro de 1945, na localidade de Lucunga Bembe, província do Uíge, Avelino Matias Neto pertence à geração de futebolistas que marcou diferentes períodos da história da modalidade, antes e depois da Independência Nacional.
Como acontecia com muitos jovens da sua geração, os primeiros contactos com a bola aconteceram no bairro onde nasceu e cresceu. A paixão pelo futebol acabaria por conduzi-lo a uma carreira marcada por passagens por várias formações.
Conhecido como um dos grandes "guardiões" do seu tempo, designação frequentemente atribuída aos guarda-redes, Maló construiu o seu percurso no futebol durante as décadas de 1960 e 1970, com experiências nos Naturais FC, ASA e TAAG.
Um dos períodos mais marcantes da carreira aconteceu na Escola do Zangado, onde partilhou o campo com jogadores como Charumbo Neto, Dafefa, Carvalho, Júlio, Lourenço Bento, Garrido e Matreira, entre outros.



