O Ministério da Acção Social Família e Promoção da Mulher (MASFAMU) e a Federação Angolana de Andebol (FAAND) vão trabalhar juntos, nos próximos 18 meses, para promover o desenvolvimento integral por meio do andebol, enquanto ferramenta de transformação social.
A acção conjunta será desenvolvida ao abrigo do “Protocolo de Cooperação Institucional para a promoção e protecção dos direitos de adolescentes e jovens contra a violência, assédio e outras formas de abuso no contexto do andebol”. O documento foi rubricado na terça-feira por Ana Paula do Sacramento Neto, ministra da Acção Social Família e Promoção da Mulher, e por José do Amaral “Maninho”, presidente da FAAND. “Este protocolo encerra um mecanismo de formação, alerta e denúncia de casos, com pendor preventivo, sobretudo”, disse Maninho ao Jornal de Angola. Em breve, acrescentou, “especialistas da Comissão de Ética da Federação e do MASFAMU reúnem-se para definir tarefas e um cronograma”. O responsável fez saber que a implementação não se cinge às actividades federativas. “A nossa época começa em Setembro, mas vai incluir actividades das associações, clubes, recreativas, onde houver andebol. Mesmo em eventos internacionais, como a Taça dos Campeões, em que a FAAND vai estar engajada”. Entre outras actividades, a Federação deverá implementar a utilização de equipas e clubes como espaços seguros para mulheres, meninas, adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade. Utilizar jogos treinos, eventos, para difundir mensagens sobre direitos dos grupos alvos, combate à violência doméstica, o assédio e outras formas de abuso, assim como a igualdade de oportunidades. A Federação compromete-se, igualmente, a organizar e treinar mulheres, meninas, adolescentes e jovens para participarem em torneios internacionais, nacionais e comunitários, envolvendo famílias, escolas e organizações da sociedade civil. O protocolo tem âmbito nacional e duração de 18 meses. A comissão para a sua implementação, reza o protocolo, deve reunir trimestralmente ou quando se julgar necessário.O presidente da FAAND disse que não são conhecidos casos de assédio ou outros tipos de abusos entre os praticantes da modalidade.




