O astro argentino Lionel Messi despediu-se do maior palco do futebol no globo, com uma derrota diante da Espanha, após ambicionar o bis na conquista do título de campeão do mundo e de modo consequente querer reforçar o legado para as futuras gerações.
A Argentina defendeu o título de campeã do mundo, após a conquista de 2022, no Qatar, quando derrotou a França na marcação de grandes penalidades. A alviceleste disputou a sétima final do Mundial com um registo de três conquistas e quatro derrotas. Foi a segunda derrota da Argentina em finais de Campeonato do Mundo, tendo como carrasco a selecção da Espanha, 1-0. A alviceleste fez uma caminhada sofrível na competição, inclusive com a decisão a chegar a dois prolongamentos, diante de Cabo Verde e da Suíça. Os sul-americanos vieram de uma sequência de 15 vitórias consecutivas no mata-mata, desde 2019, que abrange duelos decisivos na Copa América, Finalíssima e os Mundiais de 2022 e o actual.Para disputar a final, os sul-americanos venceram o Grupo J, com nove pontos. Aliás, ganharam todos os jogos, incluindo os prolongamentos. Foram 3-0 sobre a Argélia, 2-0 com a Áustria e 3-1 frente à Jordânia. Nos dezasseis-avos-de-final passaram por Cabo Verde, 3-2, nos “oitavos”, o adversário foi o Egipto, 3-2. Nos quartos-de-final enfrentaram a Suíça, 3-1, e nas meias-finais a vítima foi a Inglaterra, 2-1, numa reviravolta no marcador. A defesa argentina sofreu oito golos e o ataque marcou 19, ficando somente atrás da selecção da França, com mais um. Lionel Scaloni, técnico da alviceleste, contou ainda com as estrelas, Emiliano Martinez, Lisandro Martinez, Romero, Paredes, Enzo Fernandez, Julián Álvarez, Lautaro Martinez e outros. A Argentina assentou o seu jogo na contenção, procurou adormecer o adversário com a circulação de bola para colocar nas costas da defesa adversária. O astro Lionel Messi tem um papel fundamental na manobra do combinado. Dos seus pés nascem e passam as jogadas da equipa. A imprevisibilidade do capitão argentino dificultou a marcação dos defesas, seja nos extremos ou pelo meio. O jogador do Inter Miami é o maior coleccionador de troféus individuais, com oito, enquanto o capitão espanhol tem uma na sua galeria. Messi, 39 anos, avançado do Inter Miami (EUA), teve a particularidade de realizar um excelente Mundial, onde foi o segundo melhor marcador das histórias da prova, 21 golos. No campeonato disputado nos Estados Unidos da América, México e Canadá, o goleador desferiu oito remates certeiros e quatro assistências, tendo recebido cinco distinções de “Man of the Match”, Homem do Jogo, nesta edição da competição. Pelo desempenho recebeu a distinção de segundo melhor jogador da prova. REACÇÃO DO CAPITÃO“Vai ser difícil sarar a ferida”“A dor é enorme e vai ser difícil sarar esta ferida”, afirmou Lionel Messi em reacção à derrota, 0-1, da Argentina com Espanha na final do Mundial’2026, publicação feita, ontem, no Instagram. Segundo ABOLA, o astro argentino, que terá dito o adeus aos campeonatos do mundo e, talvez, à própria selecção, não escondeu a desilusão, antes de frisar que recorda “tudo o que foi bom” no Mundial das Américas. “Fico com os jogos em que conseguimos dar a volta, dando tudo de nós e ficarão para sempre na memória, com o apoio de um país inteiro, juntamente com o trabalho e o esforço deste grupo, nos levou a voltar a estar, mais uma vez, entre os melhores do mundo”, apontou, reforçando o percurso que a equipa fez em dois Mundiais consecutivos, depois do título conquistado no Qatar. “Hoje é difícil valorizar o que fizemos, mas este grupo chegou a duas finais consecutivas do Campeonato do Mundo”, sublinhou, antes de agradecer ao país: “Muito obrigado, do fundo do coração, por cada mensagem. Mais uma vez conseguimos unir-nos como país e estar juntos, partilhando o imenso orgulho de sermos argentinos”. Por fim, o craque de 39 anos deixou uma mensagem aos novos campeões do Mundo: “Também quero felicitar a Espanha pelo título”. No sexto Mundial da carreira, Messi fez quatro assistências e oito golos, terminou como o segundo melhor marcador da prova, atrás de Kylian Mbappé (10 golos). Historicamente, também chegou aos 21 tentos, número que igualmente só é batido por Mbappé, com mais um. Ao destacar o espírito batalhador da albiceleste, Messi destacou os jogos deste Mundial nos quais a Argentina conseguiu reviravoltas quase miraculosas. Contra Cabo Verde a equipa nunca esteve a perder, mas precisou de ir a prolongamento para vencer os Tubarões Azuis por 3-2, Messi referiu-se aos jogos com as selecções do Egipto e a da Inglaterra. em particular.




