Um míssil disparado dentro da área de penálti aos 90 minutos, por Calebi, resultou na reviravolta que ditou, ontem, a vitória do 1.° de Agosto sobre o Interclube, por 2-1, no Estádio França Ndalu, em desafio de antecipação da terceira jornada do Girabola.
Os policias adiantaram-se no marcador aos 45+1 minutos de penalti, por Além e Dagó restabeleceu a igualdade aos 79 minutos.
Os militares entraram melhor. No primeiro minuto, Dagó desperdiçou uma excelente oportunidade para abrir o marcador, mas cabeceou ao lado da baliza de Rui, após um cruzamento de Milton com as medidas certas.
O segundo lance de perigo saiu dos pés de Mabilson, aos 12 minutos, na marca de penálti, mas a bola passou por cima da baliza.
A formação do Interclube trocava mais a bola, procurando pautar o jogo, tirando a iniciativa dos anfitriões. Do lado do 1.° de Agosto havia a necessidade de marcar o mais cedo possível e chegava mais rápido ao último resultado dos visitantes.
Aos 16 minutos Mabelé passou por um adversário e rematou para defesa de Rui para canto. Na sequência o capitão Bonifácio cabeceou para uma defesa apertada do guarda-redes, tendo a bola transposto a linha do golo, mas sem o respaldo da equipa de arbitragem. É nestes momentos que a presença do VAR dissiparia todas as dúvidas.
Minutos depois o técnico Filipe Nzanza viu Mabelé a rematar frouxo para uma defesa tranquila de Rui. O 1.° de Agosto carregava sem tirar o pé do acelerador e Mabilson, aos 23' fez magia, mas o remate saiu por cima da baliza.
Parecia uma questão de tempo o golo da equipa rubro e negra, sob alguma passividade do sector mais recuado do conjunto dos policias.
A avalanche ofensiva dos anfitriões contrastava com a sua falta de eficácia. É deste modo que o ditado futebolístico “quem não marca, sofre”, fez sentido.
Os visitantes despertaram e adiantaram-se no marcador por intermédio de Além, aos 45+1 minutos.
O avançado Afonso ganhou o duelo com o capitão Bonifácio na área de penálti e foi travado em falta, um lance que gerou algumas dúvidas, mas o árbitro Edson Esoko estava em cima da jogada.
Assim sendo, o 1.° de Agosto foi ao intervalo em desvantagem, quando tudo indicava o contrário. As inúmeras oportunidades desperdiçadas tiveram um preço pesado ao cabo da primeira parte.
No período de descanso, os militares apresentaram os campeões nacionais de futebol nas categorias masculinas de sub-17, sub-20 e ainda na modalidade de Taekwondo em ambos os sexos.
No segundo tempo, Filipe Nzanza mexeu na equipa, tirando Venâncio, limitado pelo cartão amarelo e lançou o avançado Rupson.
O tempo corria e os azuis e branco controlavam as acções dentro do campo. Desde o momento em que marcaram, os polícias mudaram de atitude e mostraram mais personalidade.
Insatisfeito com a desvantagem, os anfitriões fizeram três alterações, no sentido de chegar a igualdade. Rupson aos 65' cabeceou com perigo ao lado da baliza de Rui.
Com as substituições, aumentaram o caudal ofensivo, onde Castro procurava abrir espaço na defesa contrária, através de jogadas individuais. O empate chegou aos 79' por Dagó, numa jogada de contra-ataque.
O melhor momento do dérbi estava por vir e Calebi aos 90 minutos, com um míssil lançado pelo médio, após assistência de Dagó, que fez o terceiro golo neste Girabola e lidera a artilharia da competição.
(1.° de Agosto) “O importante era ganhar o jogo”
“Nós sabíamos que seria um jogo difícil. Estivemos diante de uma grande equipa do Interclube e está a fazer um bom campeonato, trocou de treinador, mas o importante para nós era ganhar o desafio. Ganhámos e ganhámos bem. No primeiro tempo criámos mais oportunidades, podíamos marcar mais golos, infelizmente não aconteceu e sofremos um tento de penálti. No segundo tempo, precisávamos mudar um pouco. Tiramos um central para colocar um ponta-de-lança e graças a Deus resolvemos. Depois precisávamos consolidar a vitória, tiramos um avançado para meter um central. Vamos procurar terminar os nossos jogos com triunfo e dar alegria aos nossos adeptos”.
(Interclube) “Os nossos jogadores tiveram algumas distrações”
“Tivemos algumas possibilidades de golo, mas não finalizamos. De qualquer forma, se formos analisar o jogo, o 1.⁰ de Agosto entrou melhor, mas aos poucos nós fomos crescendo e fomos segurando o meio campo. Criámos algumas possibilidades e lá veio o golo. No segundo tempo, nós criámos oportunidades, mas no final tivemos algumas distrações dos nossos jogadores e deu em golo. O professor Filipe Nzanza fez algumas substituições que nos dificultou, ou seja, basicamente lá a frente estavam dois avançados mais um nas costas e foi aí que eles marcaram. Vamos continuar a trabalhar para melhorar nos próximos jogos”.




