O campeão em título reassumiu, recentemente, a liderança do Campeonato Provincial de Luanda e não esconde o desejo de competir nas Acácias Rubras.
“O município do Lobito ou o Governo Provincial de Benguela deve apostar no motocross, como acontecia no passado. Precisamos de uma pista e de condições para receber provas nacionais. Só assim podemos proporcionar momentos de alegria aos amantes da modalidade”, afirmou. A realização de eventos em Benguela, segundo o piloto, permite mostrar o trabalho desenvolvido pela Transchipeta, e incentivar crianças e jovens a praticarem o motocross. “Cabinda, Huambo, Bié, Huíla, Cuanza-Sul e Norte recebem competições organizadas pela Federação, graças ao apoio dos respectivos governos provinciais. Esperamos que ainda este ano seja possível realizar uma corrida em Benguela”. Fernas Baptista reconhece o apoio prestado pela Administração Provincial, pois construiu uma pista provisória junto ao Estádio Nacional de Ombaka: “O espaço necessita de melhorias para transformar-se em recinto oficial, a fim de receber competições nacionais”. A falta de patrocínio é outro desafio apontado pelo piloto. À semelhança do atleta de Benguela, Ruan Afonso, representante da Huíla, suporta quase todos os custos da participação no campeonato. “Sem patrocínio torna-se cada vez mais difícil continuar. O motocross exige muito investimento e, infelizmente, os pilotos suportam quase todas as despesas. Vamos para Luanda todas as quintas e regressamos aos domingos. Caso Benguela organize um provincial, os atletas reduzem os custos e asseguram o crescimento da modalidade”. Délio Malacriz | Lobito




