
A 17 de Março deste ano, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) recusou um pedido do Irão para disputar os jogos do Mundial no México, em vez dos Estados Unidos da América, conforme o calendário do torneio, avançou a SIC Notícias na altura.
A solicitação reflectia as tensões entre Teerão e Washington, num contexto de relações bilaterais marcadas por forte tensão política, agravadas pelo actual cenário de conflito no Médio Oriente envolvendo Israel.
Quase metade dos iraniano-americanos, pelo menos 375 mil, vive na Califórnia, um potencial palco de contestação nas bancadas durante os dois jogos que a selecção prepara para disputar em Los Angeles.
Estima-se que a comunidade daquele país persa varie entre 600 mil e um milhão de pessoas.
Uma das partidas mais sensíveis é entre o Irão e a Nova Zelândia, a contar para o grupo G, no qual os jogadores desta selecção asiática temem protestos políticos e a exibição de bandeiras da antiga monarquia do Xá, à semelhança do que aconteceu em Nova Iorque, numa manifestação junto à sede das Nações Unidas.
"Informamos a FIFA que sairemos de campo se ouvirmos discursos políticos no estádio. Mesmo que a antiga bandeira persa seja exibida, não continuaremos a jogar", declarou o ministro dos Desportos iraniano, Ahmed Donjamali, ao site de notícias desportivas Varzesh3.
A nuvem escura, que paira no ar, move-se também em direcção ao Estádio Cidade do México.
Segundo a AFP, citada pelo jornal A bola, na última terça-feira, o acesso exterior ao "Azteca" foi bloqueado após a mobilização de uma ala dissidente da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), integrada por trabalhadores sindicais que reivindicam melhores condições salariais, alterações no sistema de pensões e mudanças na política educativa.
A ausência de um protocolo de segurança para conter o ébola em caso de propagação da doença é um cenário que a Presidente do México ainda não detalhou com medidas sanitárias concretas para tranquilizar a população e os visitantes, num contexto em que persistem dúvidas sobre a preparação dos co-organizadores da competição.
Quanto às terras de Tio Sam, a capacidade de albergar o torneio com o maior número de selecções de todos os tempos ficou "beliscada" pelo impedimento de um dos principais árbitros do futebol africano, Omar Artan, barrado no Aeroporto Internacional de Miami, na Flórida.
Apesar de tudo, o somaliano considerou-se grato à Reuters pelo apoio e mensagens dos colegas e família do desporto-rei e assinalou esperar poder estar com eles novamente em futuras competições.
Omar Artan tem 34 anos e já voltou a Mogadíscio, sua terra natal.


