Mundial 2026: Estrelas e Listras, Diabos, Leões e Dragões entre a ascensão e a queda

Bélgica x Senegal
Percurso das equipas:
Os belgas fecharam o grupo G em alta, com uma goleada por 5-1 diante da Nova Zelândia que confirmou a liderança. Cinco pontos, seis golos marcados e dois sofridos foi o saldo da fase de grupos, onde registaram empates frente ao Egipto (1-1) e ao Irão (0-0).
Por sua vez, o Senegal garantiu o apuramento de forma apertada. A goleada por 5-0 sobre o Iraque relançou as contas dos "Leões de Teranga", que antes tinham perdido diante da Noruega (2-3) e da França (1-3), acabando por avançar como um dos melhores terceiros colocados.
Chaves para a vitória:
As duas selecções possuem um plantel recheado de soluções, tornando este num dos embates mais imprevisíveis desta fase a eliminar.
Kevin De Bruyne é o operador da máquina belga, enquanto Thibaut Courtois surge como a garantia de tranquilidade na baliza e uma das principais referências da equipa.
Do outro lado, Sadio Mané é a voz de comando no relvado: atrai marcações e permite que companheiros como Ismaïla Sarr e Lamine Camara encontrem mais espaço para circular e desequilibrar.
A partida poderá ser definida pela eficácia e pela frieza, já que ambas as selecções apresentam qualidade ofensiva, mas demonstram alguma oscilação no momento da finalização.
Factor-X:
Leandro Trossard e Romelu Lukaku são duas peças que, em momentos decisivos, podem surgir em zonas de finalização e alterar o rumo do jogo.
No Senegal, Pape Gueye e Iliman Ndiaye são futebolistas capazes de inventar espaço onde parece não existir, juntando criatividade e qualidade no remate de média distância.
Estados Unidos x Bósnia e Herzegovina
Percurso das equipas:
Os co-anfitriões terminaram a fase de grupos no primeiro lugar, com seis pontos, oito golos marcados e quatro sofridos. Os Estados Unidos da América (EUA) venceram o Paraguai (4-1) e a Austrália (2-0), contudo fecharam a participação na fase de grupos com uma derrota diante da Turquia (2-3).
Quanto à Bósnia e Herzegovina, garantiu a passagem no terceiro lugar, como um dos melhores terceiros colocados, com quatro pontos, cinco golos marcados e seis sofridos.
Os balcânicos começaram com um empate diante do Canadá (1-1), perderam frente à Suíça (1-4) e fecharam a fase de grupos com uma vitória sobre o Qatar (3-1).
Chaves para a vitória:
Os EUA são uma selecção apoiada pelo público, apresentam um futebol fluido e apoiado, aproveitam as fragilidades dos adversários e contam com dois futebolistas em grande momento: Folarin Balogun e Weston McKennie.
Já os "Dragões" não são propriamente uma formação de vocação ultra-ofensiva, mas apresentam organização e experiência, tendo em Edin Džeko um avançado capaz de transformar qualquer oportunidade numa ameaça.
Este será um duelo em que a equipa capaz de impor a sua filosofia e assumir o controlo do jogo poderá ganhar vantagem, já que uma postura demasiado cautelosa pode empurrar a decisão para os penáltis.
Factor-X:
Christian Pulisic será sempre uma arma preparada para causar desequilíbrios, enquanto Ricardo Pepi é um avançado irreverente, capaz de explorar espaços e aparecer em zonas perigosas quando menos se espera.
Kerim Alajbegović é um talento com capacidade para momentos de inspiração e pode tirar um coelho da cartola.


