Mundial 2026: Noruega e Costa do Marfim na batalha portuária pelos oitavos

Percurso das equipas:
Os marfinenses estiveram enquadrados no grupo E, tendo terminado em segundo lugar com seis pontos, quatro golos marcados e dois sofridos.
Já os noruegueses ficaram no segundo posto do grupo I, também com seis pontos, mas com oito golos marcados e sete sofridos.
Ambas as selecções apresentam uma geração talentosa, mas a vantagem no plano ofensivo parece estar do lado europeu, que conta com um dos avançados mais letais da actualidade, Erling Haaland.
Por sua vez, os "Elefantes" chegam ao torneio com a base que conquistou o Campeonato Africano das Nações em 2023, enquanto a Noruega procura ainda um primeiro título de relevo no panorama europeu e internacional.
Esta é a primeira vez que ambas as formações alcançam os dezasseis avos-de-final.
Principais chaves para a vitória:
Trata-se de um embate equilibrado e um dos mais difíceis de prever nesta fase da competição.
A Costa do Marfim depende em grande medida da inspiração de Yan Diomandé, apesar de contar com um conjunto de jogadores habilidosos, inteligentes e intensos. No entanto, a selecção precisa de melhorar a organização defensiva nos momentos críticos, para evitar repetir episódios como o jogo frente à Alemanha, onde, apesar de uma exibição consistente durante grande parte do encontro, acabou por ceder perante a qualidade técnica individual adversária.
Do outro lado, está uma Noruega que poupou alguns dos seus jogadores-chave diante da França, incluindo o avançado do Manchester City, Erling Haaland. A equipa europeia revela maior dificuldade em manter o controlo e critério de posse sem Martin Ødegaard, ainda que mantenha soluções de qualidade técnica no plantel.
Poderá ser um duelo decidido nos detalhes, onde a primeira equipa a marcar ganha vantagem significativa na gestão emocional da partida.
Factor-X
Ibrahima Sangaré e Nicolás Pépé, dois jogadores fundamentais para o equilíbrio da Costa do Marfim. O médio oferece estabilidade e protecção posicional, enquanto o extremo é uma das principais armas de desequilíbrio entre linhas, capaz de romper defesas em condução ou no 1x1.
Do lado norueguês, Marcus Holmgren Pedersen pode ser decisivo nas dinâmicas pelas alas, com as suas projecções ofensivas a funcionarem como ponto-chave para servir Alexander Sørloth e Erling Haaland, ambos particularmente perigosos no jogo aéreo e na finalização dentro da área.


