O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026 coroa amanhã a Argentina ou a Espanha no palanque a ser montado no Estádio Nova Iorque/Nova Jersey, nos Estados Unidos da América. Na consagração de actuais campeões Mundial (selecção alviceleste) e Europeu (la Roja), quatro nomes se destacam: Lionel Messi, Lamine Yamal, Lionel Scaloni e Luis de la Fuente.
Se os dois primeiros escalonam o prémio de Jogador Mais Valioso (MVP), os dois últimos são treinadores ligados por uma relação com mais de uma década. O seleccionador de Espanha, Luis de la Fuente, foi professor de Lionel Scaloni no curso de 2017 para treinadores organizados pela Real Federação Espanhola de Futebol para ex-jogadores de Elite. "Era como uma escola: os alunos da frente da sala e os alunos que se sentam no fundo. O Leo estava na primeira fila. Agora, seria fácil dizer que já se destacava. É verdade que tinha algo um pouco diferente. Aquela inquietação e a forma de te desafiar. 'Eu não vejo isso assim'. Ele debatia tudo e discutia tudo", relembrou De la Fuente em entrevista ao The Guardian. De la Fuente era um dos professores da disciplina de táctica. Pablo Orbaiz, ex-jogador do Athletic Bilbao com mais de 300 partidas disputadas e ex-internacional pela selecção espanhola, ainda guarda as anotações das aulas do comandante espanhol. "Era um grande profissional, uma pessoa nota 10. Excepcional. Alegre, gentil, próximo, divertido e com muito bom senso. Era um dos nossos. É uma pessoa que no dia 1 é igual ao que será no dia 1.000, independentemente do que conquiste. As aulas de De la Fuente eram uma delícia e um prazer. Foi uma experiência muito enriquecedora", afirma Orbaiz. Pier Luigi Cherubino, ex-jogador com quase 300 partidas disputadas na elite do futebol, destacou: "Era como mais um companheiro. Um dos pontos fortes De la Fuente é a gestão do grupo. A relação que tinha connosco como alunos e a que tem agora com os jogadores é especial". No curso de 2017, também teve como alunos Andoni Iraola, Fernando Redondo, Javier Saviola e Luis Amaranto Perea. Orbaiz também explica que Scaloni era uma pessoa "espectacular" e um aluno "muito activo e participativo". "Havia três ou quatro jogadores nos quais já se percebia com clareza que queriam ser treinadores e tinham um nível muito alto. O Leo era um deles", destaca Gurpegui. Orbaiz também elogia o Scaloni jogador: "Ele vivia intensamente as partidas. Era um jogador com excelente lançamento de bola, muito intenso e forte fisicamente; exigia que você fosse firme nos duelos. Era extremamente competitivo". Gurpegui, Orbaiz e Pier compartilham a alegria e a empolgação de ver De la Fuente e Scaloni na final do Campeonato do Mundo. "São daquelas pessoas pelas quais todo o mundo fica feliz, quando as coisas dão certo, porque são fenómenos. É maravilhoso que continuem a ser pessoas tão normais, apesar de tudo o que estão a conquistar", disse Orbaiz. Nove anos depois, o mestre e o aluno voltam a estar frente-a-frente, mas em um cenário bem diferente: sem carteiras nem cadernos: da sala de aula ao Estádio Nova York/Nova Jersey, palco de uma final do Campeonato do Mundo. Texto adaptado do FIFA.COM




