Natação: Selecção termina com saldo de 65 medalhas

A Selecção Nacional ocupou o segundo lugar no Torneio Internacional de Natação Porto de Luanda, prova encerrada domingo na Piscina de Alvalade, com saldo de 65 medalhas, sendo 18 de ouro, 17 de prata e 30 de bronze.
Face ao desempenho alcançado nos três dias de competição, o combinado angolano composto por 150 nadadores do escalão juvenil, júnior e sénior, em ambos os sexos, competiu com bravura, pois a maioria dos atletas melhoraram as marcas pessoais.
Entre os angolanos, o destaque recai para Santiago Guimarães, distinguido melhor nadador da competição, com saldo de seis medalhas de ouro.
A Namíbia sagrou-se campeã da prova inserida nos festejos dos 50 Anos da Independência Nacional. No cômputo geral, os namibianos somaram 37 medalhas, 22 de ouro, 10 de prata e cinco de bronze.
Com 17 medalhas, nove de ouro, sete de prata e uma de bronze, a África do Sul terminou no terceiro lugar da tabela classificativa. O Clube Náutico da Ilha de Luanda, Portugal, Moçambique e Zâmbia ocuparam os lugares imediatos.
Ontem, nos 200 metros livres, Santiago Guimarães arrecadou a medalha de ouro ao terminar com o registo de 09s.07, superando Niall Sullivan, do CNIL, e Mário Baptista, companheiro na Selecção Nacional.
Guimarães voltou a estar em destaque nos 50 metros livres, com o tempo de 25s.44, ao passo que Mário Baptista (27s.08) e Davi Dobe (27s.62) ocuparam as posições seguintes do pódio.
Na classe feminina, Lia Lima ganhou oito medalhas durante a prova internacional, três de ouro, igual número de prata e duas de bronze. Maria de Freitas é a segunda melhor.
O Torneio contou com a participação de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, Zâmbia, Namíbia e África do Sul. A competição selecciona os melhores nadadores angolanos para o Campeonato do Mundo, a decorrer de 11 de Julho a 3 de Agosto, em Singapura.
Federação pretende manter prova
Ana Lima, presidente da Federação Angolana de Natação (FAN), manifestou a intenção de realizar, anualmente, o Torneio Internacional da modalidade Porto de Luanda, na Piscina do Alvalade, para assegurar mais competitividade entre os atletas nacionais.
Em declarações à imprensa, no final da prova, disputada em Luanda com a participação de sete países, a dirigente federativa reforçou o propósito.
“O objectivo é realizar todos os anos eventos dessa envergadura, para expormos os nadadores a um nível elevado de competição. Seguramente, os benefícios serão vários”.
A Federação, segundo Ana Lima, mantém diálogo com o Ministério da Juventude e Desportos (Minjud) para concretização do desiderato.
“Temos conversado com o Minjud para que isso aconteça. O propósito visa oferecer mais competitividade aos atletas, no sentido de representar da melhor forma a Selecção Nacional em eventos internacionais”, revelou.
O desempenho dos nadadores do combinado angolano também mereceu abordagem da presidente da Federação.
“Estivemos bem. Conquistamos muitas medalhas e batemos recordes ante atletas da selecção da Namíbia, África do Sul e Portugal”.



