Percurso de Gicasso em documentário

O trajecto desportivo da antiga fundista Esperança Gicasso, medalhista de prata no Campeonato do Mundo de Atletismo Paralímpico de Londres, em 2017, foi retratado ontem, no Cine Belas Shopping, durante a apresentação do documentário “Os Filhos da Graça”.
A curta-metragem, com cerca de 28 minutos, retrata não só a carreira desportiva da antiga atleta e as conquistas alcançadas no atletismo, como também a sua história de vida, os desafios enfrentados, enquanto pessoa com deficiência visual e a determinação que a levou a concluir a formação superior e a abraçar a carreira docente. Após a exibição da obra, Esperança Gicasso considerou que o documentário representa uma importante fonte de inspiração para as pessoas com deficiência, incentivando-as a enfrentar as adversidades com coragem, perseverança e esperança. “Quero agradecer muito por terem contado a minha história. Gostei bastante do documentário. Não foi fácil fazê-lo, mas acredito que vai servir de motivação para muita gente seguir em frente, apesar das dificuldades da vida”, afirmou. A antiga atleta destacou, igualmente, o impacto positivo que a produção poderá ter junto das pessoas com deficiência visual, contribuindo para reforçar a auto estima e a confiança. “Acredito que o documentário vai ajudar muito as pessoas com deficiência e elevar a sua moral. Às pessoas com deficiência visual deixo uma mensagem: não baixem a cabeça. Sigam em frente e continuem a lutar pelos vossos sonhos, independentemente dos obstáculos”, apelou. O realizador do documentário “Os Filhos da Graça”, Francisco Gomes, afirmou que a produção do documentário de Esperança Gicasso pretende despertar a consciência da sociedade para o potencial das pessoas com deficiência, valorizando histórias de superação e resiliência. Segundo o realizador, a obra procura mostrar que muitas pessoas, apesar das limitações e da escassez de oportunidades, conseguem transformar as dificuldades em conquistas. “O objectivo é despertar a consciência da sociedade, porque há pessoas que têm muitas oportunidades e não as aproveitam. Em contrapartida, vimos pessoas que tiveram muito poucas oportunidades, mas souberam aproveitá-las ao máximo, como o caso da Esperança”, afirmou.



