Petro já cobre custo do pessoal do basquete e do andebol com receitas extra Sonangol, garante Tomás Faria

O dirigente, que falava durante o "Café com o Presidente", explicou que os dados anteriormente apresentados ao jornal Expansão, em 2024, ainda diziam respeito a um período em que o clube e a SAD estavam juntos. Na altura, Tomás Faria apontava como um dos objectivos até 2028 a necessidade de reduzir a dependência financeira face à sócio-fundadora do clube e principal patrocionadora, a Sonangol.
De acordo com relatórios mensais da formação do Eixo-Viário, "se separarmos só os custos com o pessoal, a autonomia do clube cobre o custo do pessoal do basquete e do andebol", reforçou o presidente do Petro.
Adiantou, igualmente, que a meta é fazer o ajustamento total entre as contas do clube e da SAD. "A nossa meta, aquilo que nós tínhamos previsto, estamos agora a fazer o ajustamento para termos a parte do clube e parte da SAD".
Apesar dos avanços, Tomás Faria reconheceu que os direitos televisivos continuam a fazer falta nas receitas. "Se juntarmos as duas, obviamente que os direitos televisivos continuam a fazer muita falta".
Porém, destacou a venda de passes como uma nova fonte de receita. "Pela primeira vez fizemos venda do passe do treinador. Nos últimos anos temos estado a vender passes de atletas. Temos um menino que saiu daqui da formação, cedemos ao Interclube e o Interclube transaccionou com o Sporting de Portugal, e nesta transacção recebemos uma percentagem. Os valores podem não ser tão altos, mas sendo vários sempre ajudam", completou.
Segundo o presidente do tricolor, a autonomia financeira do clube ainda não atingiu os 25%, mas já está acima de 20%. "Nesta altura, a autonomia no clube, nas despesas do clube, fica acima de 20% sem qualquer dúvida. Se separarmos só os custos com o pessoal do basquetebol e do andebol, a autonomia do clube cobre o custo do pessoal das duas modalidades", concluiu.


