A ausência de atletas em distintas categorias ditou o segundo lugar por equipas no Campeonato do Mundo de Ju-Jitsu, prova disputada em Abu Dhabi, revelou ontem o técnico das selecções nacionais de juniores e seniores, João Lasa “Yamashita”.
No encontro mantido com o ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão, o treinador explicou que a meta passava pela conquista do título. O baixo nível técnico apresentado por alguns lutadores condicionou a integração nos combinados angolanos.
“Tivemos dificuldades na prova por equipas, por falta de atletas de algumas categorias. Ou seja, fizemos adaptações e assim perdemos o título mundial. Infelizmente, apresentaram um nível técnico muito baixo e não foram seleccionados”, justificou.
Apesar das limitações, Yamashita acredita na melhoria da prestação nas próximas competições, mas defende que a prioridade passa por trabalhar na formação e preparação de atletas capazes de representar o país em todas as categorias.
“Vamos continuar a trabalhar, no sentido de levar mais atletas, a fim de arrecadarmos mais medalhas no próximo campeonato”, perspectivou.
João Lasa considerou positiva a participação de Angola no Mundial, destacando o desempenho nas provas individuais e o facto de alcançar a medalha de prata por equipa.
“O resultado é fruto da nossa preparação. Estudámos os adversários, tendo em conta os campeonatos já disputados. Por isso, arrebatámos o maior número de medalhas nas provas individuais”.
O próximo compromisso das selecções nacionais é o Campeonato Africano das Nações, previsto para 15 a 20 de Setembro, na Argélia. Para a competição continental, o “pastor” pretende reforçar o estatuto de Angola como uma das principais potências do ju-jitsu, tendo como principal objectivo a conquista da medalha de ouro.
No Mundial de Abu Dhabi, as selecções somaram sete medalhas nos combates individuais, entre as quais uma de ouro, outra de prata e cinco de bronze.
Atletas prometem dedicação e trabalho
Os atletas angolanos Elisa François, William Braúlio e Cairon Cardoso prometeram redobrar os treinos para a conquista de mais medalhas, após estarem no pódio do mundial de ju-jitsu, evento disputado na cidade de Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos.
A campeã mundial dos - 48 kg, Elisa François, revelou que a conquista da medalha de ouro foi resultado de muito trabalho e dedicação. Durante o campeonato, a atleta abdicou do descanso para se concentrar no objectivo de subir ao lugar mais alto do pódio.
François aposta no trabalho de continuidade, tendo em atenção à próxima competição e manifestou o desejo de revalidar o título mundial.
“As perspectivas são boas. Vou trabalhar muito para defender o troféu de campeã do mundo. A disputa dos africanos, com certeza, também merece atenção especial”, disse.
William Bráulio, atleta da categoria 77 kg, medalha de prata, apontou o desgaste acumulado ao longo das lutas como impedimento para ocupar o primeiro lugar do pódio.
“Para atingir o ouro faltou mais técnica e força. Depois de fazer várias lutas acusei desgaste físico. Não apresentei a mesma técnica e força evidenciadas nos outros combates. Infelizmente, nem tudo ocorre segundo o planificado”, explicou.
Cairon Cardoso, medalha de bronze, falou da principal lição da competição internacional: “ É importante aumentar a dedicação nos treinos, a fim de conquistar a medalha de ouro na próxima edição do Mundial. Devemos nos esforçar mais para estarmos no topo do pódio, porque não é fácil”.




